O prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos de São Francisco do Guaporé colocou a gestão municipal no centro de um dos debates mais graves do ano no estado.
Enquanto a população enfrenta filas em hospitais, falta de remédios e dificuldade para conseguir uma simples consulta médica, tudo indica que, dentro da prefeitura, a prioridade era outra: viajar.
Os números falam por si. O prefeito José Wellington (PL) foi registrado 97 dias em viagem ao longo de 2025. Passou mais tempo fora da cidade do que trabalhando pelo desenvolvimento do município. Foram quase cem dias longe do local que deveria cuidar, zelar e administrar para o povo. Nesse verdadeiro roteiro turístico financiado com dinheiro público, mais de R$ 72 mil foram gastos em diárias. E onde estava o vice-prefeito Marcelo Parrão, eleito com o discurso de um governo de honestidade e transparência?
Outro ponto que chama atenção é o caso do motorista do prefeito, Sidnei Neves, que também acompanhou essa maratona de viagens. Ele acumulou mais de R$ 37 mil em diárias. Enquanto isso, quem paga a conta é a população. Mas, ao que tudo indica, essa não foi uma preocupação quando o dinheiro público passou a bancar esse roteiro de viagens.
Para um prefeito que gastou tanto dinheiro viajando, o cenário se torna ainda mais revoltante quando surge, no meio de tudo isso, um rombo de aproximadamente R$ 13 milhões. Trata-se de recursos da Secretaria de Saúde. Dinheiro que deveria salvar vidas. E agora surgem relatos e suspeitas envolvendo apostas online, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”. A possibilidade de que recursos públicos tenham sido direcionados para esse tipo de atividade revolta a população.
A situação é tão absurda que a pergunta que ecoa nas ruas da cidade é simples:
Onde foram parar os 13 milhões da saúde?
Cadê os órgãos de fiscalização que até agora não apresentaram respostas claras?
Dinheiro público não desaparece sozinho.
E muito menos dinheiro da saúde.
Mas, pelo visto, para alguns, o importante era rodar o país e apostar na sorte.
A população não elegeu prefeito para virar turista com dinheiro público. Muito menos para assistir o dinheiro da saúde desaparecer em meio a explicações que parecem mais história de cassino do que gestão pública.
Porque uma coisa é certa: Saúde não é jogo. E 13 milhões de reais não são fichas de aposta. Diante da gravidade dos fatos, a população de São Francisco do Guaporé cobra explicações claras, investigação rigorosa e responsabilização sobre o destino de recursos públicos que deveriam proteger a saúde da população.








































