A Suprema Corte do Estado de Washington decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira, 19, que a Amazon.com pode enfrentar processos judiciais movidos por famílias de vítimas de suicídio. As ações ligam as mortes ao consumo de nitrito de sódio adquirido na plataforma.
A decisão reverteu o entendimento de um tribunal inferior, que anteriormente havia rejeitado os processos por negligência. O argumento anterior era de que o suicídio seria a causa principal das mortes, isentando a responsabilidade da empresa sob as leis estaduais.
Quatro famílias acusam a Amazon de promover ativamente a venda do produto em seu site. Segundo os familiares, a plataforma sugeria outros itens que poderiam auxiliar no ato, facilitando o acesso a métodos letais para pessoas em vulnerabilidade.
As alegações indicam que a varejista, sediada em Seattle, tinha conhecimento da relação entre o nitrito de sódio e casos de suicídio há anos. Mesmo assim, a gigante do e-commerce teria mantido a comercialização do composto sem restrições de segurança.
A Amazon e sua equipe jurídica não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre a decisão da Suprema Corte. O desfecho do caso pode estabelecer precedentes importantes sobre a responsabilidade de grandes plataformas na venda de substâncias perigosas.
O nitrito de sódio é comumente utilizado na preservação de alimentos, mas em altas concentrações torna-se letal. A justiça agora deve analisar se a facilidade de compra e a falta de alertas configuram falha no dever de cuidado da empresa.
O caso segue em tramitação nos Estados Unidos e atrai a atenção de órgãos de defesa do consumidor e especialistas em segurança digital. As famílias buscam reparação por danos e mudanças nas políticas de venda da plataforma online.









































