Rondônia formalizou adesão ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, ampliando a política estadual de enfrentamento à violência contra mulheres. A medida ocorre após indicação apresentada pela deputada estadual Cláudia de Jesus, que propôs o compromisso institucional com diretrizes nacionais voltadas à prevenção de feminicídios.
A assinatura do pacto pelo governo estadual estabelece cooperação entre áreas como segurança pública, assistência social e políticas para mulheres. O objetivo é estruturar um plano de ação intersetorial, com metas, monitoramento e integração entre órgãos públicos — estratégia considerada essencial para reduzir índices de violência de gênero.
Integração institucional
Além da adesão governamental, a proposta prevê articulação da Assembleia Legislativa de Rondônia, por meio da Procuradoria Especial da Mulher, com instituições que compõem a rede de proteção. A iniciativa busca alinhar políticas locais às diretrizes federais, promovendo respostas coordenadas e contínuas.
Segundo a parlamentar, a formalização representa avanço institucional, mas exige execução consistente. Especialistas em políticas públicas apontam que a integração entre entes federativos e órgãos de proteção é fator decisivo para transformar compromissos legais em resultados concretos.
Contexto e relevância
O feminicídio é tipificado no Brasil como circunstância qualificadora do homicídio, reconhecendo a violência motivada por gênero. A construção de pactos nacionais surgiu como estratégia para padronizar ações de prevenção, fortalecer redes de acolhimento e ampliar a responsabilização dos agressores.
Em Rondônia, a adesão ao pacto reforça políticas de proteção à mulher e amplia mecanismos de cooperação institucional. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir a violência, fortalecer a rede de atendimento e promover políticas públicas de caráter permanente.



































