O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, que a finalidade do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio é tirar as leis do papel. Em entrevista ao Portal UOL, ele defendeu que o combate à violência contra a mulher precisa ser uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.
Para o mandatário, a estrutura pública atual precisa de ajustes, como o funcionamento ininterrupto das delegacias especializadas aos finais de semana. Uma comissão com representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário foi criada para apresentar propostas que melhorem a execução das normas vigentes.
Lula ressaltou que a conscientização deve começar cedo e sugeriu que o tema seja incluído no currículo escolar, desde a creche até a universidade. Ele argumentou que o respeito à igualdade de gênero precisa ser ensinado na base para evitar comportamentos agressivos no futuro.
O presidente também convocou homens a assumirem o protagonismo nessa luta, pedindo que líderes sindicais, padres e pastores abordem o assunto em suas comunidades. Em 2025, o país registrou o recorde de 1.518 feminicídios, o que reforça a urgência de uma mobilização nacional.
O pacto assinado pelos chefes dos Três Poderes reconhece a violência contra a mulher como uma crise estrutural. A estratégia prevê ações coordenadas para prevenir crimes e oferecer maior suporte às vítimas, incentivando a coragem para realizar denúncias.
Além das medidas institucionais, será lançada a campanha intitulada Todos Juntos por Todas. A iniciativa convoca empresas privadas, instituições públicas e cidadãos a adotarem um papel ativo no enfrentamento à violência de gênero no Brasil.







































