O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu, nesta quarta-feira, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A medida estabelece uma atuação conjunta entre os Três Poderes para prevenir assassinatos de mulheres e meninas em todo o território nacional.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente destacou que o combate à violência não deve ser uma luta restrita às mulheres. Lula convocou os homens a assumirem um papel ativo na desconstrução de comportamentos agressivos em diversos setores.
O plano prevê a aceleração de medidas protetivas e o fortalecimento das redes de atendimento. Um comitê interinstitucional será criado para monitorar as ações, garantindo que o enfrentamento ao crime seja uma política de Estado permanente e articulada.
Dados apresentados no evento revelam a gravidade da situação, com média de quatro feminicídios por dia no último ano. Os chefes do Legislativo e do Judiciário reforçaram o compromisso de endurecer punições e modernizar a aplicação das leis vigentes.
A primeira-dama Janja da Silva enfatizou a necessidade de solidariedade coletiva diante de agressões públicas. O governo pretende levar o debate para escolas e locais de trabalho, visando uma mudança cultural profunda sobre o respeito à vida das mulheres.
Com a adesão de estados e municípios, o pacto busca combater a impunidade e oferecer proteção imediata às vítimas. A iniciativa foca no ambiente doméstico, local onde ocorre a maioria dos crimes cometidos por parceiros ou ex-companheiros.






































