O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu a Groenlândia com a Islândia durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A troca ocorreu ao menos quatro vezes ao longo da fala, enquanto ele abordava temas da Otan e política externa americana.
Em um trecho, Trump afirmou: “Estou ajudando a Europa, estou ajudando a Otan. Até alguns dias atrás, quando lhes contei sobre a Islândia, eles me adoravam”. Em outro momento, reclamou de supostos impactos econômicos: “Nossa bolsa de valores sofreu a primeira queda ontem por causa da Islândia“.
Contexto geopolítico e histórico
A Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca, tem sido alvo recorrente de declarações de Trump. O governo americano manifestou interesse em anexar a ilha, considerada estratégica para a defesa dos EUA no Ártico.
A região possui bases militares norte-americanas e é membro da Otan, assim como os Estados Unidos. A confusão ocorreu enquanto Trump criticava a aliança militar, alegando falta de apoio aos interesses americanos.
Historicamente, a Islândia é uma nação independente desde 1944, enquanto a Groenlândia mantém autonomia política sob a coroa dinamarquesa. A gafe reforça tensões diplomáticas já existentes entre Washington e países europeus.
Repercussão e impacto diplomático
A troca de nomes ocorre em um momento delicado para as relações transatlânticas. Trump já havia zombado do presidente francês, Emmanuel Macron, durante o mesmo fórum, aumentando as críticas à sua postura diplomática.
A Groenlândia rejeitou publicamente propostas de compra por parte dos EUA em 2019, afirmando que não está à venda. O interesse americano na região reflete disputas geopolíticas por recursos naturais e rotas comerciais no Ártico, aquecido pelas mudanças climáticas.
A gafe pode impactar negociações em curso sobre segurança regional e cooperação militar, já que demonstra falta de precisão sobre aliados estratégicos em um fórum global.










































