O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder russo Vladimir Putin conversaram por telefone nesta quarta-feira para debater a crise na Venezuela. O diálogo ocorreu semanas após o ataque militar dos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro.
Durante a ligação, ambos os mandatários reafirmaram a importância de garantir a soberania estatal e os interesses nacionais da República Bolivariana. O Kremlin destacou que Brasil e Rússia compartilham abordagens fundamentais sobre a estabilidade na região.
Lula e Putin concordaram em coordenar esforços internacionais, utilizando instâncias como a ONU e o bloco dos BRICS. A estratégia visa reduzir as tensões na América Latina e impedir que precedentes de intervenção armada se tornem regra na política externa global.
O presidente brasileiro reiterou suas críticas à ação militar, classificando o sequestro de Maduro por militares americanos como uma “afronta gravíssima”. Lula defende que o respeito ao direito internacional é essencial para evitar um cenário de caos e violência.
A conversa também serviu para preparar a próxima reunião da Comissão de Alto Nível Rússia-Brasil, prevista para fevereiro. Além da geopolítica, os líderes discutiram o desenvolvimento da cooperação bilateral em áreas estratégicas para os dois países.
No plano regional, o Brasil teme que a instabilidade gerada pela intervenção direta de Washington afete a segurança das fronteiras. O Ministério da Defesa mantém monitoramento constante na divisa com a Venezuela para garantir a ordem e o auxílio humanitário.
Enquanto a vice-presidente Delcy Rodríguez assume o comando interino em Caracas, a comunidade internacional observa os próximos passos. A união de forças entre Brasília e Moscou sinaliza uma barreira diplomática às pretensões de controle territorial estrangeiro na Amazônia.
Especialistas apontam que a manutenção da América Latina como uma zona de paz depende agora da mediação multilateral. O apoio da Rússia fortalece a posição do Brasil como líder regional na busca por uma solução política para a crise venezuelana.






































