A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) apresentou, nesta segunda-feira (5), uma indicação oficial à Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O documento solicita a construção urgente de um novo prédio para a Escola Estadual Indígena Aikanã.
A unidade de ensino está localizada na Aldeia Rio de Ouro, no município de Chupinguaia, dentro da Terra Indígena Tubarão Latundê. Atualmente, a escola atende cerca de 50 alunos dos ensinos fundamental e médio em condições precárias.
Deficiências estruturais e riscos aos alunos
Conforme o relatório apresentado pela parlamentar, a estrutura atual da escola enfrenta problemas graves que comprometem a segurança. Há registros de infiltrações recorrentes durante o período de chuvas e risco iminente de desabamento de partes do prédio.
Além das falhas na edificação, a unidade carece de condições básicas de higiene e segurança. A falta de alojamento para professores e de um local adequado para o armazenamento da merenda escolar também foram pontos destacados pela deputada estadual Cláudia de Jesus.
Defesa da dignidade na educação indígena
Para a deputada, a reforma ou construção de uma nova sede é uma medida indispensável para garantir direitos constitucionais. A parlamentar reforça que a educação diferenciada para os povos originários precisa de investimentos que respeitem sua realidade geográfica e social.
“É inaceitável que estudantes e educadores convivam com risco e precariedade”, afirmou Cláudia de Jesus. Segundo ela, garantir uma estrutura segura é o primeiro passo para respeitar a dignidade dos alunos da Aldeia Rio de Ouro e valorizar o trabalho dos educadores.
Próximos passos e expectativa de investimento
A indicação agora segue para análise técnica da Seduc, que deve avaliar o orçamento para a obra em Chupinguaia. A expectativa da comunidade escolar é que o novo projeto inclua salas de aula modernas e espaços administrativos adequados.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da deputada voltadas para as populações tradicionais de Rondônia. O objetivo é assegurar que o ensino chegue com qualidade às áreas mais remotas do estado, sem oferecer riscos aos seus usuários.






































