Uma operação integrada das forças de segurança foi iniciada para recapturar suspeitos ligados a ataques em Rondônia, registrados em janeiro de 2025. Batizada de Operação Regresso, a ação mobiliza órgãos estaduais e federais no cumprimento de mandados judiciais contra integrantes de facção criminosa.
Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão preventiva em diferentes cidades, incluindo Porto Velho, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim e Ouro Preto do Oeste. A ofensiva também alcança outros estados, com ações em Rio Branco, no Acre, e em Catanduvas, no Paraná.
Segundo o Ministério Público de Rondônia, os alvos são réus de uma investigação iniciada após a chamada Operação Escudo, deflagrada em 2025, quando uma série de ataques coordenados atingiu diversas cidades do estado. Na ocasião, foram registradas tentativas de homicídio contra agentes públicos, incêndios em veículos e depredação de prédios.
Os investigados haviam sido soltos provisoriamente após interrogatórios, mediante medidas cautelares. No entanto, a decisão foi revertida pela Justiça após recurso do Ministério Público, o que motivou a nova ofensiva para garantir a prisão preventiva dos envolvidos até o julgamento.
A Operação Regresso reúne o Ministério Público, as polícias Militar, Civil, Penal e Federal, além de outros órgãos de segurança. Mais de 70 agentes participam diretamente da ação, que busca desarticular a estrutura da facção e impedir novas investidas criminosas.
A investigação tem como base os desdobramentos da Operação Escudo de Rondônia, realizada em agosto de 2025. Na época, 18 pessoas foram presas, sendo três em flagrante, em uma ofensiva que também cumpriu mandados em várias cidades do estado e fora dele.
As apurações indicaram que os ataques foram ordenados por lideranças da facção, tanto de dentro quanto de fora do sistema prisional. Entre os nomes apontados está o de um detento conhecido como “Tio Ogro”, que cumpre pena em presídio federal em Catanduvas.
Os crimes atribuídos ao grupo incluem o assassinato do policial militar Fábio Martins de Andrade Cardoso, além de incêndios em ônibus escolares, caminhões e veículos particulares, e ataques a prédios públicos.
Com a nova fase da operação, as autoridades buscam reforçar o combate ao crime organizado em Rondônia e evitar a repetição de episódios violentos que marcaram o início de 2025.






































