Marcos P. S., de 23 anos, preso sob a acusação de assassinar e abusar sexualmente da própria irmã, uma adolescente de 17 anos, tentou o autoextermínio enquanto estava sob custódia na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá. Ao ser transferido para um camburão na manhã desta quinta-feira (12), o suspeito chorou e negou veementemente a autoria do crime, alegando estar sendo alvo de uma injustiça e que preferiria morrer a pagar por algo que, segundo ele, não cometeu.
A investigação aponta um cenário de extrema violência. A adolescente desapareceu na terça-feira (10) após Marcos tê-la retirado à força da casa onde ela morava com o companheiro. Na quarta-feira (11), familiares encontraram o corpo da jovem submerso no córrego Vassoura, nos fundos da casa do suspeito. A vítima estava nua, enrolada em um lençol, com membros amarrados a raízes de árvores e uma pedra sobre as costas para impedir que o corpo flutuasse. Além de sinais de queimaduras e espancamento, as roupas da menor foram localizadas dentro da residência de Marcos.
O histórico criminal de Marcos Pereira Soares é extenso e reforça a gravidade do perfil do investigado. Ele havia progredido para o regime semiaberto apenas dois dias antes do crime. Em 2023, foi condenado a 19 anos de prisão por matar um vizinho em 2020. Além disso, possui registros por tráfico, roubo, estupro de vulnerável e violência doméstica tendo inclusive agredido a companheira com um capacete enquanto estava em regime de saída para trabalho. Há ainda uma suspeita não confirmada de que ele tenha participado da morte de uma tia, em 2018, em circunstâncias idênticas às da irmã.
A Polícia Civil aguarda os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar se houve a consumação do abuso sexual. Marcos permanece preso temporariamente enquanto a DHPP finaliza o inquérito. A tentativa de tirar a própria vida na unidade policial foi contida pelos agentes, e o suspeito agora deve passar por triagem no sistema prisional, onde sua integridade física será monitorada devido à natureza do crime e ao risco de novos episódios de autoextermínio.






































