O corpo de Anderson J., de 40 anos, conhecido popularmente como “Dragão”, foi encontrado na noite desta quinta-feira, 26, em uma estrada de acesso entre os bairros Alvorada e Flor de Lis, em Vilhena. A descoberta foi feita por um sargento da Polícia Militar que, ao ouvir disparos de arma de fogo vindos de uma área de capim, deslocou-se para averiguação. No local, o militar visualizou um veículo Ford Ka fugindo em alta velocidade em direção à Avenida 34. Apesar das diligências realizadas logo após o ocorrido, o automóvel e seus ocupantes não foram localizados.
A perícia da Polícia Técnica Científica (Politec) esteve no local e identificou oito perfurações no corpo da vítima, causadas por disparos de arma de fogo. De acordo com os peritos, a rigidez cadavérica sugere que a execução ocorreu horas antes de o corpo ser oficialmente localizado, possivelmente em via pública, sendo posteriormente “desovado” naquele trecho de mata. Anderson possuía um longo histórico de passagens pela polícia local, o que deve nortear as primeiras linhas de investigação da Delegacia de Homicídios.
O sargento que encontrou o cadáver relatou que a ação foi rápida. O Ford Ka identificado parcialmente pelo militar é a principal pista para chegar aos autores do crime. A Polícia Civil já solicitou imagens de câmeras de segurança de comércios e residências próximas à Avenida 34 para tentar identificar a placa do veículo. Até o momento, a motivação do assassinato permanece desconhecida, mas as características do crime apontam para uma possível execução sumária, possivelmente relacionada ao histórico criminal da vítima.
Anderson era uma figura conhecida no meio policial de Vilhena devido às recorrentes prisões por diferentes delitos. O apelido “Dragão” constava em diversos registros de ocorrências na região do Cone Sul de Rondônia. O corpo foi removido por uma funerária de plantão e passará por exames detalhados no Instituto Médico Legal (IML). A polícia pede que qualquer informação que possa levar ao paradeiro dos suspeitos seja repassada de forma anônima via 190 (Polícia Militar) ou 197 (Polícia Civil).







































