A Polícia Civil de Santa Catarina pediu a internação de um adolescente envolvido na morte do cão Orelha, após concluir a investigação sobre o crime ocorrido na Praia Brava. O pedido foi feito com base nas provas reunidas ao longo do inquérito, que apurou as circunstâncias do ataque cometido por adolescentes no início de janeiro.
De acordo com a polícia, o cachorro Orelha, que tinha cerca de dez anos e era cuidado pela comunidade local, foi agredido na madrugada do dia 4 de janeiro. O laudo de corpo de delito apontou que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa. Orelha chegou a ser socorrido com vida e levado a um veterinário, mas morreu no dia seguinte em decorrência dos ferimentos.
Durante a apuração, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança instaladas na região e ouviu 24 testemunhas. Além do pedido de internação do adolescente diretamente envolvido na agressão, três adultos, parentes dos investigados, foram indiciados por coação a testemunha.
Segundo as autoridades, o adolescente alvo do pedido de internação deixou o país logo após o crime, viajando para os Estados Unidos. Ele retornou ao Brasil no dia 29 de janeiro e foi abordado pela polícia ainda no aeroporto.
A investigação também trouxe novos desdobramentos sobre o caso do cachorro Caramelo, que foi atacado por outros quatro adolescentes em episódio distinto. Conforme a polícia, os jovens tentaram afogar o animal no mar, mas ele conseguiu escapar com vida. Após o ocorrido, Caramelo foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Os dois casos tiveram grande repercussão nacional e reacenderam o debate sobre maus-tratos a animais, responsabilização de adolescentes e o papel das medidas socioeducativas previstas na legislação brasileira.









































