Foi confirmada no domingo (28) a morte cerebral em Vilhena de Reinaldo Pereira dos Santos, de 59 anos, vítima de um grave acidente ocorrido na BR-364, no interior de Rondônia. O caso, além da tragédia, foi marcado por um gesto de solidariedade, após a família autorizar a doação de órgãos ainda no mesmo dia da confirmação médica.
O acidente aconteceu na noite de segunda-feira (22), por volta das 22h35, em um trecho rural da rodovia, logo após o frigorífico JBS Friboi. Morador de um sítio nas proximidades, Reinaldo conduzia uma motocicleta Honda CG Titan 150, de cor vermelha, e seguia no sentido Porto Velho quando tentou realizar uma conversão à esquerda para acessar uma estrada vicinal.
Durante a manobra, o motociclista acabou avançando pela contramão, momento em que uma carreta que trafegava no sentido oposto tentou desviar. O veículo de carga chegou a sair parcialmente da pista e retornou em seguida. Mesmo com a tentativa de evitar a colisão, a motocicleta atingiu uma lanterna lateral da carreta, que se desprendeu e foi localizada posteriormente no local. O caminhoneiro seguiu viagem e, conforme apuração inicial, pode não ter percebido o ocorrido.
Com o impacto da queda, o capacete foi arrancado, fazendo com que Reinaldo batesse violentamente a cabeça contra o asfalto. Ele sofreu traumatismo cranioencefálico grave e ficou inconsciente ainda na rodovia. Um caminhoneiro e um taxista que passavam pelo local conseguiram desviar do corpo, sinalizar a pista e acionar o socorro.
O atendimento foi realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, que encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Vilhena. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolou a área para os trabalhos da Polícia Técnico-Científica (Politec), e a ocorrência foi registrada na UNISP.
Durante a internação, Reinaldo permaneceu entubado, em estado gravíssimo, sob cuidados intensivos e avaliações neurológicas constantes. Segundo a equipe médica, não havia condições clínicas para procedimentos cirúrgicos de emergência. Apesar de todos os esforços, o quadro evoluiu para morte cerebral em Vilhena.
Após a confirmação oficial, a família autorizou a doação dos órgãos, permitindo que outras vidas fossem beneficiadas. A esposa e uma irmã acompanharam todo o período de internação e relataram que Reinaldo era um homem trabalhador e dedicado à família.










































