O homem detido esta semana em Vilhena (RO) pelo assassinato do menino Victor Davy da Silva Pedrosa, 12 anos, já havia sido preso em 2022, em Cáceres (MT), com armas ligadas a um duplo homicídio.
Identificado como Pablo H. N. F., ele nega envolvimento na morte da criança. Seu depoimento está sob sigilo, enquanto as autoridades seguem em busca de um segundo suspeito ainda não identificado.
Em 2021, Pablo foi detido com outros quatro integrantes do PCC, incluindo dois adolescentes, após a execução de dois mecânicos em Cáceres. Os suspeitos estavam armados com revólveres calibres .38 e .32, além de drogas e outros itens ilícitos.
Os mecânicos Sandro Gonçalves Perine, 34, e Arison Rafael Ramos da Silva, 22, teriam sido mortos por engano. Segundo os criminosos, o alvo real era outro funcionário da oficina, supostamente ligado à facção rival, Comando Vermelho.
A execução ocorreu em meio a uma disputa entre facções na cidade. Os suspeitos acreditavam que o mecânico rival teria envolvimento em um atentado ocorrido em um bar lotado em Cáceres, em junho de 2022, que deixou três feridos e resultou na morte da técnica de enfermagem Luiza Gonçalves Veloso, 39 anos, após 15 dias internada.
Embora tenha sido preso com as armas usadas no crime, a polícia de Mato Grosso não confirmou a participação direta de Pablo na execução dos mecânicos. As autoridades de Vilhena acompanham o andamento dos processos judiciais relacionados a ele no estado vizinho.