A Polícia Federal está analisando o material apreendido durante a operação Dracma, que investiga organização criminosa que atuava na lavagem de capitais e evasão de divisas vindas do tráfico internacional de drogas, além de sonegação fiscal. Entre as empresas investigadas estão as maiores da exportação e importação de Rondônia: Coimbra, MS Comercial Imp. e Exp. de Alimentos, Potosi e Rical. Todas as empresas negam as acusações. Os depoimentos dos envolvidos e de testemunhas também estão em análises pela equipe policial. A operação aconteceu no último dia 14, em conjunto com a Receita Federal, depois de dois anos de investigações.

As análises de material de depoimentos fazem parte dos procedimentos de composição de provas no inquérito policial. Declaração que, feita pela testemunha ou para a parte interessada no processo, serve como prova caso o juiz da causa aceite o depoimento da testemunha. Não existe tempo estimado para conclusão dessa etapa e nem pode ser divulga informações. É grande o volume de material sendo analisado pelos policiais federais e auditores da Receita Federal. A operação teve como base 26 inquéritos da Polícia Federal, 36 relatórios fiscais da Receita Federal e 86 laudos de perícia financeira.
No dia da operação, quatro pessoas foram presas por porte ilegal de armas. Foram cumpridos 72 mandados de busca e apreensão em três estados: Rondônia, Pará e Mato Grosso.
O CASO
Grandes empresas de exportação de cidades dos estados de Rondônia, Pará e Mato Grosso são investigados. Por determinação judicial, os diretores foram afastados das funções de forma preventiva. Os recursos bloqueados durante a operação ultrapassam ao montante de R$ 70 milhões.
A Receita Federal estima que o esquema movimentou aproximadamente R$ 2 bilhões de reais entre 2009 e 2016, período em que foi feito a retirada irregular de mercadorias pelas empresas investigadas. O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos federais, chega a R$ 300 milhões.










































