No programa Frequência Criativa, exibido pelo News Rondônia e News TV, o músico, produtor e diretor musical Anderson Benvindo compartilhou sua trajetória artística e destacou como a Amazônia influencia diretamente sua identidade sonora e seus projetos.
Com uma carreira consolidada em Porto Velho, Anderson atua em diversas frentes, desde trilhas sonoras para cinema até concertos e projetos experimentais. Durante a entrevista, ele ressaltou a importância da arte como ferramenta de construção cultural e identidade, principalmente no contexto amazônico, onde tradição e inovação caminham juntas.
Influência familiar e formação musical
A música entrou cedo na vida do artista. Filho de compositor, Anderson cresceu em meio a estúdios, apresentações e convivência com músicos locais, o que despertou naturalmente sua vocação. Essa base familiar foi essencial para o desenvolvimento de sua carreira, que começou ainda na adolescência, inicialmente com a guitarra e, posteriormente, com o contrabaixo.
Com o tempo, buscou aperfeiçoamento técnico e teórico, passando por formação acadêmica em música. Segundo ele, a graduação foi um divisor de águas, ampliando horizontes e abrindo portas no mercado profissional, além de fortalecer sua autoridade como artista e educador.
Da Amazônia para o mundo
Um dos destaques da entrevista foi a experiência internacional de Anderson, que participou de programas voltados ao mercado de arte fora do Brasil. Essa vivência contribuiu para a consolidação de projetos autorais e para a compreensão de como posicionar sua produção artística no cenário global.
Ele também esteve envolvido em produções audiovisuais de destaque, como trilhas sonoras de filmes premiados. Entre eles, o longa “Mucura”, que ganhou reconhecimento em festivais e chegou a eventos internacionais, reforçando a força do cinema produzido em Rondônia.
Música, cinema e experimentação
Ao falar sobre o processo criativo, Anderson destacou a diferença entre compor para cinema e para concertos. Enquanto no audiovisual a música precisa dialogar diretamente com a imagem e a narrativa, na música de concerto há maior liberdade estética e estrutural.
Projetos como “Igapós” mostram essa busca por inovação. A obra utiliza conceitos experimentais, com construção sonora baseada em interação entre músicos e estímulo à escuta, criando experiências únicas a cada apresentação.
Educação e formação de novos talentos
Além da carreira artística, Anderson também atua na formação de novos músicos como diretor musical da School of Rock em Porto Velho. O trabalho envolve desde a musicalização infantil até a preparação de alunos para apresentações ao vivo, reforçando a importância da prática e da vivência em grupo no aprendizado musical.
A proposta, segundo ele, é formar músicos completos, capazes de atuar no palco, no estúdio e também no mercado profissional com segurança e qualidade.
Cultura local em evidência
Durante o programa, também foi destacada a valorização da música regional, com releituras de artistas tradicionais de Porto Velho. A iniciativa busca preservar a memória cultural e apresentar essas produções para novas gerações.
Para Anderson, a Amazônia não é apenas cenário, mas parte essencial da construção artística. “A identidade vem das referências que a gente vive”, destacou ao longo da entrevista.








































