O WhatsApp anunciou, nesta quarta-feira (11), o lançamento de uma funcionalidade inédita voltada para a segurança digital de crianças e pré-adolescentes. A nova ferramenta permitirá que pais e responsáveis supervisionem ativamente as contas de menores de 13 anos, gerenciando quem pode enviar mensagens e em quais grupos o menor pode ingressar. Segundo a Meta, detentora do aplicativo, a medida visa oferecer uma camada extra de proteção em um cenário de crescente preocupação com a exposição de jovens a riscos no ambiente virtual.
O gerenciamento será realizado por meio de um código PIN exclusivo, configurado no dispositivo do responsável, que terá autoridade para aprovar ou rejeitar pedidos de contato de números desconhecidos e ajustar as configurações de privacidade. Apesar da supervisão, a Meta garantiu que o conteúdo das mensagens permanecerá protegido por criptografia de ponta a ponta. Isso significa que nem os pais, nem a própria plataforma terão acesso ao teor das conversas, preservando a diretriz de privacidade do serviço.
Adaptação à legislação brasileira e tendências globais
O anúncio ocorre em um momento estratégico para o Brasil, coincidindo com a proximidade da entrada em vigor da Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei 15.211/2025). Prevista para o dia 18 de março, a nova legislação obriga as plataformas digitais a implementarem medidas rigorosas para prevenir o acesso de menores a conteúdos impróprios, como violência, exploração sexual e jogos de azar. A iniciativa do WhatsApp antecipa uma das exigências da lei: a criação de mecanismos confiáveis de verificação de idade e supervisão parental.
Globalmente, a pressão sobre as Big Techs tem aumentado. Países como Austrália, França e Portugal já adotaram ou discutem restrições severas ao uso de redes sociais por menores de idade. No Brasil, além da nova lei, a proibição do uso de celulares em escolas públicas e privadas reforça o movimento de regulação da vida digital infanto-juvenil. As novas contas gerenciadas serão disponibilizadas gradualmente para usuários de Android e iPhone, exigindo que o aparelho do responsável e o do menor estejam fisicamente próximos durante a configuração inicial.







































