O acesso à internet nas escolas públicas de Rondônia chegou a 96,2% em 2025, segundo dados do Censo Escolar. O levantamento aponta um avanço de 30,6 pontos percentuais em relação a 2015, quando apenas 65,6% das instituições públicas de ensino básico estavam conectadas no estado.
O percentual também supera a média nacional registrada no mesmo período, que foi de 93,1% nas escolas públicas do Brasil.
Avanço nas áreas urbanas e rurais
Quando analisadas apenas as instituições localizadas em áreas urbanas, o estado praticamente alcançou a universalização do acesso à internet. O índice passou de 93,5% em 2015 para 100% em 2025.
Já nas áreas rurais, o crescimento foi ainda mais expressivo: a conectividade saltou de 32,8% para 88,2%, um avanço de 55,4 pontos percentuais no período.
O mesmo movimento ocorreu em escolas indígenas e de educação especial. Nas instituições indígenas, o acesso à internet saiu de 0% em 2015 para 69,3% em 2025. Já na educação especial, o índice passou de 80,6% para 99,3%.
Internet voltada ao aprendizado
Os dados também indicam melhoria no acesso à tecnologia voltada diretamente ao ensino. Entre 2019 e 2025, o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem subiu 80,7 pontos percentuais, passando de 40,5% para 80,7%.
No mesmo período, o percentual de escolas com computadores disponíveis para alunos — como desktops ou laptops — cresceu de 53,5% para 70,5%, um aumento de 17 pontos percentuais.
Estratégia nacional para escolas conectadas
Os avanços estão relacionados a políticas federais voltadas à ampliação da conectividade nas redes de ensino, como a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), lançada em 2023.
A iniciativa integra ações de expansão da internet de qualidade, melhoria da infraestrutura elétrica e implantação de redes Wi-Fi nas escolas, além de incentivar o uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, cerca de R$ 3 bilhões foram destinados para projetos de conectividade em escolas estaduais e municipais.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a meta é garantir acesso à tecnologia como ferramenta de apoio ao processo de aprendizagem.
“Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo para garantir 100% de conectividade para fins pedagógicos nas escolas”, afirmou.
Base para políticas educacionais
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realiza o Censo Escolar anualmente e reúne dados de 178,8 mil escolas de educação básica em todo o país.
As informações servem como base para formulação e avaliação de políticas públicas educacionais e também influenciam indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a distribuição de recursos do Fundeb.









































