Servidores municipais participaram de uma capacitação voltada à metodologia de escuta social e ativa em Porto Velho. O foco é o uso de uma ferramenta digital para o cadastro de famílias em comunidades ribeirinhas, visando o planejamento contra cheias e secas.
A formação ocorreu em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Unir. O treinamento envolveu equipes da Defesa Civil, Semias e Semec para atuar no levantamento de dados no Alto, Médio e Baixo Madeira.
Diagnóstico social e territorial no Rio Madeira
A estratégia permite registrar a realidade das famílias que vivem em áreas de risco. Segundo Marcelo Duarte, diretor executivo da Defesa Civil, a ação busca transformar o atendimento em uma política de Estado, garantindo a continuidade das ações de socorro.
O uso de um formulário digital, desenvolvido pela SMTI, ajudará a catalogar informações sociais e territoriais precisas. Isso facilita a compreensão dos impactos provocados por eventos climáticos nas comunidades ribeirinhas e rurais do município.
Escuta ativa e base de dados para emergências
O antropólogo Estevão Fernandes, da Unir, orientou os servidores sobre a abordagem social respeitosa. Para ele, considerar as características culturais das comunidades ribeirinhas é fundamental para que os dados reflitam fielmente o contexto vivido pela população local.
A secretária executiva da Semec, Larissa Ananda, ressaltou que a base de dados subsidiará diagnósticos sobre vulnerabilidade. As informações coletadas permitirão identificar perdas na produção e dificuldades de acesso a serviços básicos durante situações de emergência.







































