O programa Frequência Criativa estreou com a participação do maestro e músico Lucas Naves, que compartilhou sua trajetória na música, a experiência como educador e o impacto da arte na formação de crianças e jovens. Durante a entrevista, ele destacou o papel da música como ferramenta de transformação social e cultural em Porto Velho.
Lucas contou que o contato com a música começou ainda na pré-adolescência, quando ganhou de presente um teclado da mãe. A partir daquele momento, passou a dedicar grande parte do tempo ao instrumento, deixando de lado outros hobbies para explorar sons, notas e timbres. “Foi amor à primeira vista. Quando comecei a ouvir os sons do teclado, percebi que era isso que eu queria para minha vida”, relembrou.
Com o passar dos anos, o interesse se transformou em profissão. Aos 18 anos, Lucas prestou concurso público para instrutor de música da prefeitura de Porto Velho e conquistou o segundo lugar na seleção realizada em 2009. Desde então, acumula cerca de 16 anos de atuação na educação musical, ajudando a formar novos talentos na cidade.
Atualmente, ele é gestor do Centro de Arte Sonaleste, um dos três centros de formação artística mantidos pela prefeitura, que oferecem aulas gratuitas de música, dança e outras linguagens artísticas. O espaço atende aproximadamente mil alunos e recebe estudantes a partir dos sete anos de idade.
Segundo Lucas, a música exerce um papel importante no desenvolvimento cognitivo das crianças, contribuindo para memória, concentração e sensibilidade artística. Ele destaca que incentivar o contato com a arte desde cedo pode abrir oportunidades profissionais e ampliar o repertório cultural dos jovens.
Além da atuação na educação, Lucas também se destaca como empreendedor no setor musical. Ele é fundador da Orquestra Vivara, especializada em música para casamentos e eventos, que completa mais de 11 anos de atuação no mercado. A empresa começou de forma simples, apenas com um teclado, e ao longo do tempo ampliou a estrutura para incluir banda, iluminação, painéis de LED e diferentes formações musicais.
O músico explicou que o diferencial do trabalho está na experiência proporcionada aos clientes. Em cerimônias de casamento, por exemplo, cada momento é marcado por trilhas sonoras específicas, criando uma atmosfera emocional que acompanha a entrada de padrinhos, pais e dos próprios noivos.
Outro projeto que marcou sua trajetória é o trabalho de musicoterapia realizado no Hospital Central, em Porto Velho. No local, Lucas toca piano na recepção para pacientes e familiares que aguardam atendimento. Segundo ele, a música ajuda a reduzir a ansiedade e torna o ambiente mais acolhedor para quem enfrenta momentos delicados.
Durante a entrevista, o maestro também falou sobre a importância da formação e da dedicação para quem deseja viver da música. Para ele, estudar teoria, harmonia e técnica instrumental é fundamental para se destacar no mercado e construir uma identidade artística.
Lucas acredita que o cenário musical de Porto Velho apresenta boas oportunidades para novos artistas, especialmente para aqueles que conseguem criar projetos inovadores e encontrar seu próprio público.
Entre os planos futuros, o músico revelou o desejo de montar uma Big Band para apresentações em eventos e ampliar os projetos culturais voltados à formação musical na cidade.
Ao final da conversa, Lucas reforçou o convite para que a população conheça os projetos do Centro de Arte Sonaleste e acompanhe o trabalho da Orquestra Vivara nas redes sociais, destacando que a música continua sendo uma ferramenta poderosa para educar, emocionar e transformar vidas.









































