A diretoria da Petrobras afirmou nesta sexta-feira que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve impactar as exportações brasileiras de óleo para seus principais mercados, como China, Índia e Coreia. Segundo o diretor de Logística e Comercialização, Claudio Romeo Schlosser, as rotas utilizadas para esses destinos não passam por áreas diretamente ameaçadas pelas hostilidades. Até mesmo as importações pontuais de óleos específicos para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) possuem alternativas logísticas, como portos no Mediterrâneo, o que minimiza o risco de desabastecimento.
Apesar da tranquilidade logística, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, alertou para o cenário de “extrema volatilidade” nos preços internacionais. Ela destacou que as cotações do barril de Brent podem oscilar drasticamente, com projeções variando entre US$ 53 e US$ 180, dependendo do agravamento do conflito. Chambriard classificou como “especulação” os rumores de altas extraordinárias no preço do gás de cozinha, comparando o comportamento do mercado ao pânico visto no início da pandemia de Covid-19, e reforçou a resiliência da estatal para enfrentar diferentes faixas de preço.
O posicionamento ocorre no mesmo dia em que a Petrobras celebrou um lucro líquido recorde de R$ 110,1 bilhões em 2025, um salto de quase 200% em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento da eficiência operacional e pela ampliação da capacidade de produção, com destaque para a plataforma FPSO Almirante Tamandaré. A empresa planeja manter o ritmo de crescimento com a chegada de novas plataformas de grande porte ainda em 2026, visando iniciar a produção no primeiro semestre de 2027.
Mesmo com a queda no preço médio do barril de Brent ao longo de 2025, a Petrobras conseguiu superar suas metas financeiras e de produção. A estratégia da companhia agora foca na aceleração das entregas de novas unidades de produção e na verticalização dos processos para garantir que o resultado positivo se mantenha, independentemente das pressões geopolíticas que afetam o mercado global de energia.









































