O programa Momento Empresarial, exibido pelo News Rondônia, recebeu como convidado Carlos Eduardo Lopes Ferreira, conhecido como Kaká Ferreira, professor, coreógrafo e fundador de um dos estúdios de dança mais conhecidos de Porto Velho. Durante a entrevista, o empreendedor falou sobre sua trajetória na dança, os desafios para abrir o próprio negócio e o impacto da arte na vida das pessoas.
Com mais de 16 anos de carreira e cerca de duas décadas dedicadas à dança, Kaká construiu um caminho marcado por disciplina, estudo e persistência. Hoje, além de ensinar, ele também forma novos instrutores e promove eventos e bailes que fortalecem a cultura da dança na capital rondoniense.
De vigilante a professor de dança
Durante a conversa, Kaká revelou que o início na dança aconteceu quase por acaso. Na época, ele trabalhava como vigilante e não imaginava que aquele hobby se tornaria sua profissão.
Segundo ele, tudo começou quando decidiu entrar em uma escola de dança para aprender alguns passos. O primeiro professor foi Chagas Pérez, que teve papel fundamental no início de sua formação.
“Eu tinha muita dificuldade no ritmo. Não foi algo que nasceu comigo. Eu precisei estudar muito para aprender”, contou.
A partir desse primeiro contato, a dança passou a ocupar cada vez mais espaço em sua vida. Determinado a evoluir, Kaká tomou uma decisão que mudaria sua trajetória: abandonar o emprego para se dedicar totalmente à dança.
Estudo e dedicação marcaram o início da carreira
Sem muitos recursos financeiros, Kaká buscou alternativas para aprender. Ele passou a estudar vídeos, pesquisar coreografias e dedicar horas ao treinamento.
A dedicação chamou atenção e abriu novas oportunidades. Em determinado momento, ele recebeu uma bolsa de estudos para aperfeiçoar sua técnica no Rio de Janeiro, onde treinou com o mestre David Oliveira, um dos nomes reconhecidos na dança de salão.
Foi nessa experiência fora de Rondônia que Kaká teve contato com métodos mais estruturados de ensino e começou a compreender como funcionava a gestão de uma escola de dança.
A criação da escola em Porto Velho
Após retornar para Porto Velho, Kaká decidiu colocar em prática o sonho de montar o próprio espaço. Em 2011, nasceu a escola de dança idealizada por ele.
O objetivo era claro: ensinar dança de salão e também formar novos profissionais na área.
No início, o desafio foi grande. Além de dar aulas, ele precisava cuidar da administração do negócio, da divulgação e da organização dos eventos.
“Quem abre uma escola precisa fazer de tudo. Você é professor, administrador, organizador e ainda precisa cuidar dos alunos”, explicou.
Mesmo com as dificuldades, o projeto começou a crescer. Com o tempo, o estúdio passou a atrair alunos interessados não apenas em aprender a dançar, mas também em transformar a dança em carreira.
A dança como ferramenta de saúde e bem-estar
Durante a entrevista, Kaká destacou que muitas pessoas procuram a dança por motivos diferentes. Alguns buscam lazer, outros querem superar timidez ou melhorar a saúde física e mental.
Segundo ele, a dança funciona como uma atividade completa, capaz de trabalhar corpo e mente ao mesmo tempo.
“Quando a pessoa dança, ela se conecta com o parceiro, faz amizades e libera energia. É uma atividade que ajuda muito na saúde emocional”, explicou.
Por isso, o estúdio oferece turmas voltadas para diferentes níveis, desde iniciantes até alunos mais avançados.
Ritmos mais procurados em Porto Velho
Kaká também falou sobre os ritmos mais populares entre os alunos. De acordo com ele, o forró ainda é o ritmo mais procurado em Porto Velho, seguido por estilos como samba, bolero e zouk.
O professor destacou que a dança de salão reúne vários ritmos diferentes, permitindo que o aluno explore novas formas de expressão corporal.
Outro ponto ressaltado foi que não existe idade para começar a dançar. Crianças, jovens e adultos podem iniciar as aulas e desenvolver habilidades ao longo do tempo.
Pandemia trouxe desafios ao estúdio
Assim como muitos empreendedores, Kaká enfrentou dificuldades durante o período da pandemia. Com as restrições sanitárias, as atividades da escola foram suspensas e o negócio precisou fechar as portas por um período.
Ele contou que foi um momento delicado, marcado por incertezas financeiras. No entanto, o apoio de alguns alunos foi essencial para que o projeto não desaparecesse.
“Alguns alunos continuaram ajudando como podiam. Isso fez muita diferença naquele momento”, relatou.
Após a retomada das atividades presenciais, Kaká decidiu reabrir o estúdio e reconstruir o trabalho.
Planos de expansão no interior de Rondônia
Durante a entrevista, Kaká revelou que planeja expandir o projeto para outras cidades do estado. Entre os planos estão possíveis atividades em municípios como Jaru, Buritis e Rolim de Moura, por meio de parcerias e intercâmbios com alunos e professores.
A ideia é levar a metodologia de ensino e fortalecer ainda mais a cultura da dança em Rondônia.
A mensagem para quem quer viver da arte
Ao final da entrevista, Kaká deixou um conselho para quem deseja seguir carreira artística.
Segundo ele, o caminho exige disciplina, estudo e coragem.
“Tenha fé, estude e não desista. A arte tem altos e baixos, mas com dedicação é possível conquistar seu espaço”, afirmou.
Para o professor, o maior propósito do trabalho é simples: levar alegria às pessoas através da dança.
“Meu propósito é fazer você feliz”, resumiu.








































