O caso foi registrado na Polícia Civil de São Paulo e envolve suspeita de estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. O boletim de ocorrência foi formalizado na 14ª Delegacia de Polícia de Pinheiros, em São Paulo.
De acordo com o registro policial, o médico Diogo Rabelo relatou que uma paciente apresentou comprovantes de transferências via PIX referentes ao pagamento de atendimentos médicos, mas posteriormente foi constatado que parte desses valores não havia sido efetivamente creditada em sua conta.
Segundo o relato, no último atendimento a cliente apresentou um comprovante de pagamento via PIX que posteriormente se mostrou falso. O médico percebeu no dia seguinte que a transferência não havia sido realizada. Após entrar em contato com a paciente e informar que buscaria responsabilização caso o valor não fosse pago, o montante de R$ 2.700 foi posteriormente transferido.
Diante da situação, o médico decidiu revisar atendimentos e pagamentos anteriores realizados pela mesma paciente desde 2024. Ao conferir os extratos bancários, constatou que outros valores apresentados como pagos também não haviam sido efetivamente creditados em sua conta. Entre eles estariam comprovantes de R$ 1.700,00 em junho de 2024, R$ 990 em julho de 2025 e R$ 990 em outubro de 2025.
De acordo com o relato, esses comprovantes teriam sido falsos e, posteriormente, a própria paciente teria admitido a falsificação após o caso ganhar repercussão na internet, sendo que os supostos advogados da mesma tentaram um acordo com Dr Diogo onde propuseram pagar o valor devido, mas em contrapartida, queriam um vídeo em que Dr Diogo se retratasse dizendo que tudo não passava de um mal entendido. Dr Diogo não aceitou a proposta e procurou seguir os caminhos legais para reaver seu dinheiro e também denuncia a suposta quadrilha.
Após a recusa, começaram a surgir mensagens e áudios com ameaças e intimidações relacionadas ao caso, o que também foi registrado junto às autoridades policiais.
Após identificar a possível fraude, o médico passou a reunir documentos, extratos bancários e outros registros para esclarecer os fatos e evitar que outras pessoas também fossem vítimas de situações semelhantes. O caso ganhou repercussão pública no início de março.
Segundo o relato da vítima, após a divulgação do caso começaram a chegar mensagens com ameaças relacionadas à denúncia. As intimidações teriam sido feitas por meio de áudios e mensagens enviadas diretamente ao médico.

Nos registros apresentados às autoridades, interlocutores afirmam que o médico estaria “destruindo a vida” da pessoa envolvida no caso e fazem advertências para que ele “fique esperto”. As ameaças, segundo o relato, passaram a ocorrer após a denúncia e a exposição pública do episódio.
Diante da intensificação das intimidações e temendo por sua segurança, o médico afirma que decidiu deixar o Brasil no dia 5 de março de 2026. A saída ocorreu de forma reservada e ele deixou o país acompanhado da mãe.
“Depois que o caso veio a público, comecei a receber ameaças e mensagens intimidatórias. Diante da gravidade da situação e do risco à minha segurança, tomei a decisão de sair do país para preservar minha integridade física”, afirma Diogo Rabelo.
Segundo o relato, neste momento não há previsão segura de retorno ao país. O caso permanece documentado com boletim de ocorrência, registros e provas apresentados às autoridades, enquanto os fatos seguem sob análise da Polícia Civil.








































