A capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, será o palco da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) a partir de 23 de março. O evento global busca frear a queda no estado de conservação dessas espécies, que registrou um declínio de 24% segundo os estudos científicos mais recentes da organização.
O encontro reunirá signatários da convenção internacional para debater o impacto das mudanças climáticas, da poluição e da destruição de habitats nas rotas migratórias. Dados alarmantes indicam que quase metade das espécies monitoradas apresentam populações em queda, o que eleva a urgência por políticas públicas que combatam a captura ilegal e a fragmentação de ecossistemas.
Durante a conferência no Brasil, serão lançados relatórios inéditos sobre a situação de peixes migratórios de água doce e os impactos da mineração em águas profundas na vida marinha. A agenda prevê ainda a análise da inclusão de 42 novas espécies sob proteção internacional, reforçando o papel do país como peça-chave no equilíbrio da biodiversidade global.
As espécies migratórias desempenham funções ecossistêmicas vitais, como a dispersão de sementes e o transporte de nutrientes entre diferentes regiões. O fortalecimento da conectividade ecológica e a expansão de energias renováveis com baixo impacto ambiental estão entre as prioridades que os líderes mundiais devem adotar para garantir a sobrevivência desses animais silvestres.









































