O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu oficialmente, nesta sexta-feira, 27, o estado de calamidade pública em Paraty, no Rio de Janeiro. A decisão, oficializada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ocorre após a cidade ser castigada por chuvas extremas que causaram inundações e deslizamentos. Com o reconhecimento, o município ganha o direito de acessar recursos federais de forma facilitada para ações de socorro, assistência humanitária e recuperação de serviços essenciais que foram interrompidos pelos desastres.
Para acelerar o apoio financeiro, o governo federal enviará dois técnicos da Defesa Civil Nacional ao município na próxima semana. Eles atuarão diretamente com a prefeitura na elaboração dos planos de trabalho e metas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A região da Costa Verde, que inclui ainda Angra dos Reis e Mangaratiba, recebeu cerca de 30 alertas extremos de chuva nas últimas 24 horas, resultando em mais de 80 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros em todo o estado do Rio de Janeiro.
O cenário de alerta se estende por toda a região Sudeste, motivando uma reunião de emergência entre diversos ministérios e a Casa Civil para alinhar a resposta federal. Em Minas Gerais, a situação é ainda mais crítica, com 65 mortes confirmadas e milhares de desabrigados. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta vermelho de grande perigo para o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, com previsões de acumulados que podem superar os 100 milímetros em apenas um dia, aumentando o risco de novas tragédias.
Como medida preventiva, o governo reforçou o uso do sistema “Defesa Civil Alerta”, que envia avisos sonoros e mensagens de texto diretamente para as telas dos celulares em áreas de risco, mesmo que o aparelho esteja no silencioso ou sem pacote de dados. A ferramenta é considerada fundamental para orientar a população sobre evacuações imediatas em caso de enxurradas ou deslizamentos. As autoridades orientam que os moradores dessas áreas sigam rigorosamente as instruções enviadas pelos órgãos de proteção local para garantir a segurança pessoal.










































