O balanço das vítimas das fortes chuvas na Zona da Mata mineira subiu para 64 mortos na manhã desta sexta-feira, 27. Segundo o Corpo de Bombeiros, Juiz de Fora concentra a maior parte da tragédia, com 58 óbitos confirmados, enquanto Ubá registra seis fatalidades. As equipes de resgate ainda buscam por cinco pessoas desaparecidas — três na capital regional e duas em Ubá. A situação se agravou nas últimas horas com um novo deslizamento no bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, que soterrou três residências.
A Prefeitura de Juiz de Fora informou que a crise humanitária atinge 4,2 mil pessoas, entre desabrigados e desalojados. Desde o início do temporal, na última segunda-feira, a Defesa Civil foi acionada para 1.696 ocorrências, a maioria relacionada a deslizamentos de terra e riscos estruturais em encostas. Os militares concentram os esforços de busca nos bairros Paineiras, JK e Linhares, áreas onde a instabilidade do solo ainda é considerada crítica pelos geólogos.
Alerta meteorológico permanece
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou o alerta de perigo para toda a região até o final desta sexta-feira. A previsão indica chuvas de até 100 mm por dia, acompanhadas de ventos intensos que podem atingir 100 km/h. O solo saturado aumenta o risco de novos alagamentos e quedas de árvores, além de descargas elétricas. As autoridades recomendam que moradores de áreas de risco busquem abrigo em locais seguros e evitem trafegar por vias inundadas.
Frentes de trabalho e resgate
O Corpo de Bombeiros mantém operações ininterruptas nas áreas afetadas. Em Juiz de Fora, a força-tarefa utiliza equipamentos pesados para a remoção de escombros e lama, buscando localizar os desaparecidos antes que novas pancadas de chuva dificultem os trabalhos. Em Ubá, a situação também é de monitoramento constante, com o suporte de equipes especializadas em salvamento em enchentes. O governo estadual estuda a decretação de estado de calamidade pública para agilizar o repasse de recursos federais.







































