A Defesa Civil de Porto Velho participou, nesta sexta-feira (27), de uma reunião técnica no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) para discutir o prognóstico climático e as previsões de temperatura e volume de chuvas para os próximos meses na região Norte, com foco no município.
O encontro reuniu meteorologistas, técnicos de monitoramento ambiental e gestores de risco, que apresentaram projeções atualizadas sobre chuvas e temperaturas que podem impactar a capital e áreas vizinhas. Entre os pontos destacados está a possibilidade de chuvas mais intensas em determinados locais e variações de temperatura que podem afetar comunidades mais vulneráveis.
Com base nos dados apresentados, a Defesa Civil poderá ajustar sua atuação, priorizando regiões de maior risco e fortalecendo a comunicação com a população. O objetivo é antecipar ações e minimizar impactos causados por fenômenos climáticos, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos, enxurradas e estiagens prolongadas.
Segundo dados preliminares do Censipam, o nível do Rio Madeira pode ultrapassar a marca dos 16 metros neste ano. A previsão inicial indica que a cheia deve ser considerada leve, mas o acompanhamento seguirá de forma contínua.
O diretor executivo da Defesa Civil, Marcelo Duarte, ressaltou a importância do suporte técnico. “O Censipam tem equipe técnica preparada para apresentar à Defesa Civil uma análise preventiva do que pode acontecer nos próximos três meses. Esse é um período em que a nossa população, em especial a ribeirinha, sofre maior incidência das chuvas”, disse.
De acordo com o meteorologista do Censipam, Luiz Alves, o mês de março ainda deve registrar alto volume de precipitação.
“O mês de março ainda é de muita chuva aqui na região e pode chover em torno de 300 a 350 mm no mês. Já sobre a cheia do Rio Madeira, o nível deve ser considerado leve. Na semana que vem, vamos apresentar os dados completos para a Defesa Civil para que as ações sejam realizadas de acordo com os prognósticos divulgados”, afirmou.
Os dados detalhados serão apresentados em nova reunião com órgãos envolvidos. Enquanto isso, a Defesa Civil informou que seguirá acompanhando os boletins meteorológicos e mantendo diálogo constante com instituições federais para garantir respostas rápidas e eficientes à população.










































