O novo comandante-geral da PM de Rondônia, coronel Glauber Souto, tem pela frente um desafio enorme no enfrentamento firme à criminalidade. Seu antecessor, coronel Braguin, embora criticado por entidades sociais, era bem avaliado no combate ao crime organizado e nas ações envolvendo conflitos agrários, especialmente pelas operações que liderou pessoalmente. Souto será naturalmente comparado ao modelo anterior e, caso não mantenha o mesmo ritmo operacional, poderá começar a ter seu comando questionado.
RESENHA
SURPRESA
A coluna ainda não pode anunciar uma movimentação que deve ocorrer neste mês de março no cenário das candidaturas majoritárias, mas adianta que um dos nomes especulados pode desistir da disputa por razões de saúde. Caso a informação se confirme, abrirá espaço para novos pretendentes e tende a alterar o tabuleiro eleitoral de forma abrupta.
PRIMAZIA
CAPITAL
Em contato com a coluna, o prefeito da capital e presidente regional do Podemos, Léo Moraes, confirmou estar decidido a lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado. Segundo ele, há espaço para uma alternativa fora dos blocos políticos majoritários que polarizam a disputa em Rondônia.
MUSCULATURA
Ao bancar candidatura própria ao governo, Moraes testa seu capital político e mede sua capacidade de transferência de votos. Mantido esse curso, o nome mais cotado para encabeçar o projeto é o do prefeito de Vilhena, Delegado Flori. A estratégia do Podemos é se apresentar como via alternativa, buscando o eleitorado que demonstra cansaço com a polarização tradicional. Resta saber se a legenda terá estrutura e musculatura suficientes para sustentar uma campanha competitiva em nível estadual.
EXPERIÊNCIAS
À exceção do senador Marcos Rogério, o cenário das eleições para governador em Rondônia poderá reunir três ex-prefeitos das principais cidades do estado: Hildon Chaves (Porto Velho), Adailton Fúria (Cacoal) e Delegado Flori (Vilhena). São nomes que tentarão capitalizar junto ao eleitorado suas experiências administrativas e os resultados obtidos nos municípios que governaram.
IDENTIDADE
CPI
Caso seja comprovado que um servidor do município de São Francisco do Guaporé tenha desviado mais de treze milhões de reais dos cofres públicos para utilização em jogos eletrônicos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada pela Câmara Municipal, precisará agir com rigor.
DESVIO
Além do investigado, seria prudente a convocação do próprio prefeito, Zé Wellington (PL), para prestar esclarecimentos. Em casos dessa magnitude, a responsabilidade política transcende a figura do servidor e alcança a estrutura administrativa. A CPI deve apurar não apenas a conduta individual, mas também eventuais falhas sistêmicas que permitiram o suposto desvio.
DISTORÇÃO
Não é razoável que, em um município de pequeno porte, um servidor de nível médio consiga desviar cifras tão expressivas sem que haja percepção ou alerta por parte dos mecanismos de controle. Caso tenha agido isoladamente, o fato revela fragilidade grave no sistema de fiscalização interna.
CONTROLE
TUCANO
O PSDB vive um processo de declínio nacional desde as eleições de 2018. A legenda perdeu protagonismo, encolheu em representatividade e enfrenta dificuldades para se posicionar em um país polarizado entre direita e esquerda. Em diversos estados, inclusive em Rondônia, tornou-se um partido com reduzido apelo eleitoral.
HEGEMONIA
Ideologicamente difuso, o partido caminha para 2026 sob risco de irrelevância. Hildon Chaves, hoje a principal referência da sigla no estado, permanece filiado, mas dialoga com outras legendas, como União Brasil e Republicanos. Caso mantenha a candidatura ao governo pelo PSDB, enfrentará resistência em um eleitorado majoritariamente conservador, que associa a marca tucana a posições distantes da atual hegemonia ideológica local.
ANTI-CAMPANHA
Mesmo ciente de que parte significativa da direita rondoniense rejeita legendas não alinhadas integralmente às pautas conservadoras, Hildon Chaves insiste em vincular sua imagem administrativa à marca do PSDB em suas inserções digitais de pré-campanha.
RISCOS
Ao reforçar a identidade partidária, oferece munição aos adversários que pretendem rotulá-lo ideologicamente. Em Rondônia, o PSDB passou a ser associado por segmentos mais radicalizados à esquerda, ainda que muitos de seus quadros tenham perfil liberal ou conservador moderado. O risco é transformar a própria estratégia de comunicação em instrumento de anti-campanha, enfraquecendo o potencial de crescimento eleitoral antes mesmo do início oficial da disputa.
IA
ÉTICA
ESTUPRO
PRINCÍPIO
A recente decisão de um tribunal mineiro que absolveu um acusado sob o argumento de convivência marital com uma menor de 13 anos gerou perplexidade no meio jurídico e forte reação social. Em situações dessa natureza, a proteção integral da criança e do adolescente deve prevalecer. Decisões que relativizam esse princípio afrontam não apenas a legislação consolidada, mas também valores civilizatórios fundamentais.
EXTREMISMO
Ao reagirem de forma exaltada à apresentação da escola de samba Unidos de Niterói, durante o desfile na Sambódromo da Marquês de Sapucaí, setores da extrema direita escancararam não apenas desconforto, mas uma profunda intolerância a qualquer representação simbólica que dialogue com o campo conservador sob outra perspectiva. A polêmica surgiu a partir de uma ala que fazia referência à chamada “família conservadora”. Tema que, paradoxalmente, constitui um dos pilares discursivos mais reiterados por esses mesmos grupos.
DUBIEDADE
O episódio revela uma contradição evidente: ao mesmo tempo em que defendem publicamente valores tradicionais como fundamento moral da sociedade, tais segmentos demonstram incapacidade de lidar com releituras críticas ou satíricas desses próprios símbolos no espaço artístico e cultural.
IRREVERÂNCIA
O Carnaval, historicamente marcado pela ironia, pela inversão e pela crítica social, sempre foi um território de disputa simbólica. Reagir a ele com indignação seletiva sugere não a defesa de princípios, mas a tentativa de monopolizar narrativas e interditar o contraditório. Mais do que um desacordo pontual, a reação evidencia a dificuldade de convivência com a pluralidade – elemento essencial em uma democracia.
RACIONALIDADE





































