Professores de uma faculdade particular em Porto Velho relataram à reportagem a persistência de desconforto institucional após episódios anteriores classificados por parte do corpo docente como assédio moral.
Segundo relatos encaminhados à redação, práticas atribuídas ao Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP) têm sido interpretadas por alguns docentes como excessivas, reacendendo o debate sobre os limites da fiscalização pedagógica no ambiente acadêmico.
De acordo com fontes que solicitaram anonimato, integrantes do NAP estariam acompanhando a rotina acadêmica de forma mais próxima, com presença nas portas das salas de aula e realização de anotações durante o período letivo.
Professores ouvidos pela reportagem afirmam que, quando realizada de maneira ostensiva diante dos alunos, a abordagem pode interferir na dinâmica de autoridade em sala e gerar constrangimento.
A reportagem também teve acesso a comunicações internas por e-mail e mensagens em grupos de WhatsApp que tratam do monitoramento das atividades docentes. Para os profissionais, as diretrizes reforçam um sentimento de vigilância que ultrapassaria o acompanhamento administrativo convencional.
Especialistas consultados destacam que o monitoramento de desempenho é prerrogativa do empregador. No entanto, observam que a legislação trabalhista e a jurisprudência estabelecem que o poder diretivo deve ser exercido sem exposição do trabalhador a situações de constrangimento público.
A direção da instituição foi formalmente contatada para apresentar sua versão sobre os procedimentos adotados pelo NAP e as percepções do corpo docente. Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação e esclarecimentos.



































