A cultura, a memória e os saberes tradicionais do povo indígena Sabanê ganham protagonismo no documentário “Saberes Ancestrais: Cultura e Tradição da Comunidade Sabanê”, gravado este ano em Vilhena (RO). Com sete minutos de duração e classificação livre, a produção apresenta um registro sensível e etnográfico das tradições, ritos e práticas culturais da comunidade.

O curta foi filmado nas aldeias Sowainte e Capitão Kina e tem roteiro e direção da jornalista e documentarista Andréia Machado. A direção de som é assinada pelo sociólogo Marcio Guilhermon, enquanto a direção de fotografia, captação de imagens e edição ficaram sob responsabilidade de Washington Kuipers. O documentário também conta com interpretação em Libras, ampliando a acessibilidade e reforçando o compromisso com a inclusão.
Segundo Andréia Machado, a proposta do filme é valorizar a identidade cultural do povo Sabanê e fortalecer o reconhecimento de seus saberes ancestrais. “O curta-metragem apresenta a riqueza histórica e cultural da comunidade indígena Sabanê, destacando seus ritos, costumes e tradições ancestrais, com foco na preservação e valorização de sua identidade cultural. Agradeço a todas as pessoas que contribuíram para a realização da obra”, destacou a diretora.
O projeto foi contemplado pelo Edital de Premiação nº 01/2025 – “Edital de Execução Cultural Anita Pietchaki”, no segmento de Audiovisual, promovido pela Fundação Cultural de Vilhena, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

O lançamento acontece neste fim de semana, sábado (21) e domingo (22), nas próprias aldeias Sowainte e Capitão Kina, em Vilhena. Após a exibição, será realizada uma roda de conversa com a presença de Marcio Guilhermon e membros da comunidade indígena, promovendo um espaço de escuta, troca de experiências e reflexão coletiva sobre a preservação cultural e os desafios enfrentados pelos povos tradicionais.
Mais do que um registro audiovisual, “Saberes Ancestrais” se consolida como instrumento de valorização cultural e fortalecimento comunitário, dando protagonismo aos próprios indígenas — sujeitos centrais tanto no documentário quanto nas discussões que o sucedem.






































