A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, aguarda que a Polícia Federal (PF) agende um novo depoimento no âmbito da Operação Compliance Zero. O pedido foi formalizado à delegada Janaína Palazzo logo após a acareação entre Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro, ocorrida no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2025.
O confronto de versões, determinado pelo então relator Dias Toffoli, buscou esclarecer contradições sobre a tentativa de compra de ativos do Banco Master pelo BRB. Recentemente, a relatoria do caso passou para o ministro André Mendonça, que já iniciou reuniões com os delegados responsáveis pela investigação para definir os próximos passos do inquérito.
Segundo o advogado Cleber Lopes, o novo depoimento é necessário para que o executivo possa detalhar informações que não foram o foco da acareação. A defesa negou rumores sobre um possível acordo de colaboração premiada, classificando as hipóteses como especulações e reafirmando a intenção de prestar esclarecimentos voluntários.
A investigação apura a existência de créditos fictícios e títulos forjados que teriam sido vendidos ao banco público do Distrito Federal. O rombo financeiro estimado pelas autoridades gira em torno de 12 bilhões de reais apenas em carteiras de crédito, podendo alcançar 17 bilhões de reais no montante total das fraudes sob análise.
Paulo Henrique Costa foi afastado da presidência do BRB em novembro de 2025, na mesma data em que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O caso segue sob segredo de Justiça, enquanto a PF analisa mensagens e documentos apreendidos que podem ligar executivos a esquemas de manipulação do sistema financeiro.





































