Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação sobre possíveis vazamentos de dados da Receita Federal do Brasil de ministros do Supremo Tribunal Federal, familiares e outras autoridades nos últimos três anos. Os mandados foram autorizados pelo STF a partir de representação da Procuradoria-Geral da República.
Entre as medidas cautelares determinadas estão monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. A Receita Federal esclareceu que as operações da PF se basearam em informações fornecidas pelo próprio órgão e que há uma investigação prévia em parceria com a corporação.
Em 11 de janeiro, a Corregedoria da Receita abriu procedimento interno após notícias na imprensa, e no dia seguinte o STF solicitou auditoria completa nos sistemas do órgão para identificar acessos suspeitos. Desde 2023, a Receita intensificou o monitoramento de perfis que acessam dados de contribuintes, garantindo rastreabilidade e permitindo punições administrativas e criminais em caso de uso indevido.
A auditoria interna segue em andamento, com desvios preliminarmente informados ao relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes. Sete processos disciplinares já foram concluídos, resultando em três demissões relacionadas ao acesso indevido a informações fiscais.










































