As ações de combate ao furto de energia realizadas em 2025 pela Energisa Rondônia revelaram um cenário de grande impacto no sistema elétrico estadual. Ao longo do ano, foram identificadas mais de 44 mil irregularidades em unidades consumidoras com ligações clandestinas ou manipulação de medidores. O resultado foi a constatação de um desvio estimado em 95 milhões de quilowatt-hora (kWh) — quantidade de energia suficiente para abastecer todas as residências de Cacoal por aproximadamente um ano, o equivalente a cerca de 30 mil domicílios.
Segundo Daniel Andrade, gerente do Departamento de Combate a Perdas da concessionária, o cálculo representa a energia utilizada e não registrada durante o período das fraudes. Após a identificação, os consumidores notificados passam por processo de regularização seguindo normas técnicas e regulatórias.
Energia furtada é crime
O furto de energia elétrica é enquadrado como crime patrimonial, com previsão nos artigos 155 e 171 do Código Penal. As penas podem variar de dois a oito anos de prisão, dependendo do caso. O enfrentamento às irregularidades tem sido ampliado em áreas urbanas e rurais de Rondônia.
Em 2025, 139 pessoas foram presas por envolvimento com fraudes no consumo de energia — quase o dobro do registrado em 2024, quando houve 71 prisões. Somente em janeiro de 2026, oito novas detenções foram contabilizadas.
Risco à segurança coletiva
Além das implicações legais e financeiras, as ligações clandestinas representam risco elevado à segurança pública. Intervenções irregulares na rede elétrica podem provocar choques graves, curtos-circuitos e incêndios, afetando não apenas quem realiza a fraude, mas também consumidores conectados ao mesmo sistema.
Em 2025, aproximadamente 7 mil clientes ficaram sem fornecimento de energia em Rondônia devido a ocorrências associadas a curtos-circuitos provocados por instalações clandestinas — um impacto direto que reforça a necessidade de fiscalização e conscientização.








































