A Prefeitura de Porto Velho realizou, nesta sexta-feira (6), uma reunião para dar andamento à criação do Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Eventos Climáticos, iniciativa que tem como objetivo alinhar as secretarias municipais para atuação integrada tanto em períodos de estiagem quanto de cheia do rio Madeira.
O novo comitê contará com dois representantes de cada órgão envolvido e terá atuação permanente ao longo de todas as estações do ano, permitindo que o município esteja preparado para os desafios climáticos sazonais e para respostas mais rápidas em situações de emergência.
O prefeito Léo Moraes destacou que a proposta supera o modelo anterior, que focava apenas na estiagem, ampliando o olhar para a gestão completa da crise hídrica, incluindo os períodos de cheia e pós-cheia. Segundo ele, a integração entre as secretarias é essencial para evitar ações isoladas e garantir melhor aproveitamento dos recursos públicos.
O comitê atuará em um cenário diversificado, especialmente nos distritos do Alto, Médio e Baixo Madeira, que apresentam realidades distintas. Enquanto a Defesa Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) realizam o atendimento direto às famílias, outras pastas atuam de forma complementar e preventiva.
Entre os órgãos envolvidos estão a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) e a Agência de Regulação e Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPV).
Atualmente, equipes da Semias e da Defesa Civil já estão em campo no Baixo Madeira, prestando assistência às famílias atingidas pela cheia, com a entrega de água potável, hipoclorito de sódio e apoio por meio da campanha “Rio nos Une”, que arrecada roupas para as comunidades afetadas.
De acordo com o tenente-coronel Marcelo Victor Duarte, da Secretaria Geral de Governo (SGov), o planejamento estratégico do comitê prevê metas específicas para a distribuição de cestas básicas e a realização de estudos de solo e topografia, com duração estimada de 18 meses, para subsidiar decisões futuras com dados técnicos mais precisos.
Além do atendimento às pessoas, o comitê também incluiu em seu escopo o cuidado com os animais, com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) articulando ações voltadas ao atendimento de pets em áreas afetadas por eventos climáticos extremos.
Com a instalação do comitê, a Prefeitura espera aumentar a eficiência das ações, fortalecer o compartilhamento de dados e otimizar o uso de recursos como barcos, viaturas e equipes técnicas, garantindo uma resposta mais organizada e eficaz às crises climáticas em Porto Velho.










































