A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou o inquérito sobre as agressões que causaram a morte do cão Orelha e pediu a internação de um adolescente. Para solucionar o caso, as autoridades utilizaram tecnologia estrangeira e análise detalhada de 14 câmeras de segurança.
Embora não existam imagens diretas do ataque, a perícia analisou mais de mil horas de vídeos para mapear o trajeto do suspeito. As gravações confirmaram que o jovem saiu de casa na madrugada do crime, contradizendo o depoimento oficial prestado à polícia.
A investigação contou com um software francês de geolocalização e um programa israelense capaz de recuperar dados apagados de celulares. As ferramentas provaram que o menor esteve na Praia Brava no horário da agressão, acompanhado de uma jovem.
Após o crime, o adolescente viajou para os Estados Unidos, sendo monitorado pela polícia até o seu retorno em 29 de janeiro. Na chegada, familiares tentaram esconder roupas usadas no dia do ataque, mas as peças já haviam sido identificadas nas filmagens.
Além do pedido de internação do menor, três adultos foram indiciados por coação no curso do processo. Testemunhas relataram ter sofrido pressões para não colaborar com as autoridades, o que dificultou o início das apurações em Santa Catarina.
O caso gerou forte comoção social e mobilizou 24 testemunhas que ajudaram a montar o quebra-cabeça da madrugada de 4 de janeiro. Com o fechamento do inquérito, o processo segue para análise do Ministério Público e da Justiça da Infância e Juventude.




































