A política de Rondônia ganhou contornos definitivos neste último final de semana. O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), confirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado após receber o aval público de Léo Moraes, prefeito de Porto Velho e presidente regional da sigla. O anúncio ocorreu durante o aniversário do secretário de saúde, Jaime Gazola, transformando o evento social em um palanque decisivo para as pretensões de Flori.
Léo Moraes, que detém altos índices de aprovação na capital, é visto por Flori como o “cabo eleitoral vital” para sua expansão no eleitorado rondoniense. Com o apoio da capital, o prefeito de Vilhena, já consolidado no Cone Sul, entra na disputa estadual alterando o equilíbrio entre outros nomes da direita, como o senador Marcos Rogério e o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria.
Após sete anos de imbróglio jurídico, um projeto de “encontro de contas” entre o Governo de Rondônia e a Energisa foi aprovado pela Assembleia Legislativa. A negociação, intermediada pela Associação Rondoniense de Municípios (Arom), permitirá que mais de R$ 1 bilhão seja transacionado, resultando em um repasse direto de R$ 300 milhões para as prefeituras.
Porto Velho deve receber cerca de R$ 40 milhões desse montante. O presidente da Arom, Hildon Chaves, classificou a aprovação como uma vitória do municipalismo. O projeto de Transação Tributária também abre portas para que outras empresas com débitos estaduais busquem negociações semelhantes, aliviando o caixa dos municípios que sofrem com a queda de receitas.
O cenário para o Governo ganha ainda mais corpo com a entrada de Hildon Chaves (PSDB) no páreo. O ex-prefeito da capital, que aparece com 16% nas pesquisas, estuda convites do MDB e do União Brasil, com definição prevista para depois do Carnaval. A estratégia de Hildon visa consolidar uma “terceira via” forte contra os nomes já estabelecidos no interior.
Em contrapartida, os bastidores indicam uma possível desistência do senador Confúcio Moura (MDB) à reeleição. Rumores apontam um acordo com Acir Gurgacz (PDT), no qual Confúcio abriria mão da disputa em troca de alianças proporcionais. Críticas recentes ao bolsonarismo e polêmicas sobre reservas ambientais teriam fragilizado a posição do senador em um estado de perfil conservador.
No campo da segurança pública, a Polícia Militar de Rondônia localizou e confrontou, no Mato Grosso, o líder foragido da LCP, Adeildo Calheiro, conhecido como “Flecha”. O suspeito, apontado como extremamente perigoso e armado com uma pistola de alto calibre, reagiu à prisão e foi morto em confronto com o BOPE.
Já na capital, o vereador Gedeão Negreiros protocolou pedidos junto à Seinfra para obras de drenagem e asfalto no bairro Parque Amazônia. O foco são as ruas Paineira e Corticeira, acessos principais à Escola Eduardo Valverde, que sofrem com alagamentos constantes durante o inverno amazônico.







































