O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) interrompeu nesta sexta-feira, 16 de janeiro, a transferência de aproximadamente R$ 2 bilhões ao Banco Master. A medida cautelar foi tomada após a área técnica do órgão identificar indícios de irregularidades e descumprimento de normas em milhares de contratos de crédito consignado firmados com aposentados e pensionistas.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, a análise dos documentos revelou a ausência de informações obrigatórias, como o Custo Efetivo Total (CET) e as taxas de juros aplicadas. Além disso, as assinaturas eletrônicas apresentadas pela instituição financeira não possuem o código QR necessário para a validação de autenticidade, o que coloca sob suspeita a validade do consentimento dos beneficiários.
O Banco Master já estava impedido de realizar novas operações de consignado desde setembro de 2025, devido à não renovação do acordo de cooperação técnica. No entanto, o INSS mantinha o repasse dos valores referentes aos contratos antigos. Com o novo bloqueio, os recursos ficarão retidos até que a instituição comprove a idoneidade de cada operação.
Uma reunião com o liquidante do banco, Eduardo Félix Bianchi, foi agendada para a próxima semana para estabelecer um cronograma de regularização. Caso o Master não consiga provar a legitimidade das assinaturas e dos contratos, o INSS planeja cancelar os empréstimos e devolver integralmente os valores descontados indevidamente das folhas de pagamento dos segurados.
A autarquia orienta que aposentados e pensionistas que notarem descontos suspeitos em seus benefícios procurem a ouvidoria do órgão para registrar denúncias. Paralelamente, o INSS anunciou um acordo com a Febraban e a ABBC para que as instituições financeiras passem a ressarcir os custos operacionais do sistema de consignado, gerando uma arrecadação de R$ 148,4 milhões.










































