O pedreiro Arlindo de Souza, conhecido nacionalmente como Popeye Brasileiro, morreu na madrugada da última terça-feira, 13 de janeiro. Ele estava internado no Hospital Otávio de Freitas, no Recife, desde o mês passado, e a causa oficial do óbito não foi divulgada pela família.
Arlindo ganhou notoriedade ao aparecer em programas de televisão exibindo braços com volumes desproporcionais. O efeito visual era resultado da aplicação direta de uma mistura de óleo mineral e álcool no tecido muscular, técnica que ele adotou para moldar o corpo.
Especialistas alertam que essa prática é extremamente perigosa e condenada pela medicina. O uso de substâncias injetáveis para fins estéticos pode causar infecções graves, gangrena, embolia e danos irreversíveis a órgãos como rins e coração.
O caso do Popeye Brasileiro reacendeu o debate sobre o uso de anabolizantes e substâncias sintéticas no país. Cardiologistas reforçam que o uso desses produtos, mesmo em doses baixas, pode provocar infartos, derrames e até o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
Em 2023, o Conselho Federal de Medicina proibiu a prescrição de esteroides para fins estéticos ou melhora de desempenho esportivo. A decisão baseou-se na falta de comprovação científica sobre a segurança dessas terapias para o ganho de massa muscular.
O sepultamento de Arlindo ocorreu na tarde de quarta-feira, em Olinda, cidade onde morava. Ele deixa um legado de alertas médicos sobre os riscos de buscar padrões de corpo extremos por meio de métodos invasivos e sem orientação profissional.









































