A turista Tayane Dalazen, que foi mordida por um tubarão-lixa em Fernando de Noronha, participou do programa Encontro nesta terça-feira, 13 de janeiro. Durante a entrevista, a advogada descreveu a intensidade da dor provocada pela mordida e detalhou os cuidados médicos que vem recebendo desde o incidente, ocorrido na última sexta-feira, 9 de janeiro.
O ataque aconteceu enquanto Tayane realizava um mergulho em apneia acompanhada por um guia de turismo. Segundo o relato, o animal tinha entre dois e três metros de comprimento. A advogada recebeu os primeiros socorros de uma amiga dermatologista que a acompanhava no momento e, posteriormente, foi submetida a um procedimento de aproximação das bordas do ferimento.
Médicos optaram por aplicar apenas dois pontos na perna da turista para evitar o risco de contaminação, permitindo que a cicatrização ocorra de forma natural, de dentro para fora. Especialistas em vida marinha ressaltaram que o tubarão-lixa é geralmente uma espécie tranquila e que o episódio é considerado um incidente isolado de interação entre humanos e animais.
Em resposta ao ocorrido, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias exatas do caso. O órgão também intensificou as ações de fiscalização e o trabalho educativo junto aos operadores de turismo que atuam na região do Porto de Santo Antônio.
Apesar do susto e da gravidade da lesão, Tayane afirmou que o ferimento apresenta boa evolução. O caso gerou ampla repercussão sobre as normas de segurança para mergulhos recreativos no arquipélago, reforçando a necessidade de seguir rigorosamente as orientações dos guias locais para minimizar riscos de incidentes com a fauna marinha.







































