No imenso oceano da sabedoria, separei essas ideias que podem servir de base para nosso planejamento do novo ano. A primeira é de Margaret Thatcher: “Ser poderoso é como ser uma dama. Se você precisa dizer que você é, você não é.” Creio que ela está insistindo que o comportamento deve falar mais alto que as palavras. Ocupar espaços sociais pelo que se é, muito mais do que pelo que se diz. Mais relacionamentos e menos mídia, achismos e disseminação de mentiras.
Agora volto à Idade Média e ouço São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz.” Ah, quão bom seria se esse fosse o mote em cada lar! E fosse também o ideal dos vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidentes. Paz nas decisões dos empresários e no trato com os empregados. Nas salas de aulas, do fundamental ao pós-doutorado. No atendimento médico e nas lojas. Paz nas igrejas e em todos os governos, na defesa do Estado Democrático de Direito, sem intolerância, perseguições, ódio e guerras.
Terceira ideia: “A matemática do tempo é simples: você tem menos do que pensa e precisa mais do que acha.” Kevin Ashton toca num ponto fundamental: como usar o tempo que dispomos? Meu pai ensinava a divisão das 24 horas do dia assim: 8 horas para dormir, 8 para trabalhar e 8 para você fazer o que quiser. É bom quando temos a habilidade de usar a bênção de cada dia, sem estresse e com muita coerência de quem somos e do que podemos fazer ou não.
Acrescente no seu planejamento: “Quem mais erra é porque mais tenta, quem mais acerta é porque soube melhor administrar o erro alheio,” escreveu Larisse Ribeiro. Feliz é quem sabe que errou, erra e errará até o dia da morte! Isso não significa satisfação em errar, mas em reconhecer as nossas limitações humanas. Feliz também é tentar – como cantou Raul Seixas – tentar outra vez e outra e sempre, observando os erros alheios para saber como evitar a desnecessária repetição e frustração.
Nosso inesquecível Carlos Drummond de Andrade orienta: “Não é fácil ter paciência, diante dos que a têm em excesso.” Eita! Infelizmente, parece exatamente com a vida de tantos casais, de amigos e de colegas de trabalho, quando um é paciente e o outro nem um pouquinho. Como é difícil conviver! Mas o desafio de cada dia é justamente este: usar a paciência como cimento que una os diferentes, na edificação de cada relacionamento. Afinal, somos e continuaremos sendo diferentes – paciência!
E a sexta ideia: “O avô e a avó são o brinquedo mais amado de qualquer netinha e netinho” (adaptado de Sam Stevenson). Num tem jeito não: avó e avô precisam ser os brinquedos maravilhosos nas mãos das netas e netos. Isto traz um renovar de alegrias para quem já viveu tantas lutas. Uma chance para mostrar à nova geração que o mundo é muito mais que IA, mais que Internet, mais que infinitos games. É semear nas crianças que a vida acontece quando pessoas se respeitam, se olham, se acariciam, se ajudam, sorriem, praticam a fé, cooperam entre si – e também brincam! Então, feliz planejamento do novo ano!











































