No dia 4 de janeiro de 2026, Rondônia completa 44 anos de instalação como estado brasileiro, celebrando uma história que começou muito antes do ato oficial e que segue sendo escrita diariamente por seu povo. Jovem em idade administrativa, Rondônia já se consolidou como uma das principais forças econômicas e sociais da Amazônia, ocupando posição estratégica no desenvolvimento regional e nacional.

A semente desse processo foi plantada décadas antes. Em outubro de 1940, o então presidente Getúlio Dorneles Vargas visitou Porto Velho, então pertencente ao estado do Amazonas. A recepção popular, com desfiles de estudantes, militares e operários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, impressionou o presidente. O que seria uma rápida passagem de poucas horas transformou-se em três dias de permanência. Encantado com a importância estratégica da região, Vargas teria declarado de forma espontânea: “Isto aqui já é um Território”.
A percepção não ficou apenas no discurso. Em 13 de setembro de 1943, o governo federal criou os Territórios Federais, entre eles o Território Federal do Guaporé, desmembrado principalmente dos estados do Amazonas e de Mato Grosso. A iniciativa fazia parte de um projeto maior de integração nacional e proteção das fronteiras brasileiras, especialmente na Amazônia Ocidental.

Em 17 de fevereiro de 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o território passou a se chamar Território Federal de Rondônia, em homenagem ao marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, responsável por expedições científicas, pela abertura de caminhos na selva e pela implantação das linhas telegráficas que conectaram regiões isoladas do país. Rondônia permaneceria como território federal por 39 anos, período marcado por intensos fluxos migratórios e pela formação de uma identidade plural.
A discussão sobre a transformação em estado ganhou força a partir da década de 1970, impulsionada pelo crescimento populacional, pela expansão agrícola e pela necessidade de maior autonomia administrativa. Em 22 de dezembro de 1981, o então presidente João Batista de Oliveira Figueiredo sancionou a Lei Complementar nº 41, que criou oficialmente o Estado de Rondônia. A instalação ocorreu em 4 de janeiro de 1982, data que se tornou marco definitivo na história rondoniense.

Naquele momento, Rondônia contava com 13 municípios e teve como primeiro governador Jorge Teixeira de Oliveira, que assumiu no Palácio Getúlio Vargas, em Porto Velho. Em seu discurso de instalação, Jorge Teixeira destacou que o novo estado não era obra de uma elite, mas resultado do esforço coletivo de lavradores, técnicos, comerciantes, caminhoneiros, civis, militares, religiosos e pioneiros que acreditaram no potencial da região.
Quarenta e quatro anos depois, Rondônia colhe os frutos desse processo. O estado se consolidou como potência do agronegócio, com destaque nacional e internacional na produção de café robusta amazônico, carne bovina, soja, milho e piscicultura. Avançou também em setores como energia, logística, comércio e serviços, além de registrar crescimento populacional e urbano expressivo.
No campo social, Rondônia é marcada pela diversidade cultural, formada por migrantes de todas as regiões do Brasil e por povos tradicionais que ajudaram a construir uma identidade própria, baseada no trabalho, na resiliência e na capacidade de adaptação. A história do estado é feita de desafios, mas também de oportunidades transformadas em progresso.
Atualmente, Rondônia é governada por Marcos José Rocha dos Santos, conhecido como coronel Marcos Rocha. Sob sua gestão, o estado segue buscando equilíbrio entre desenvolvimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental, temas centrais para o futuro da Amazônia.
Ao completar 44 anos, Rondônia reafirma seu papel estratégico no Brasil. A data de 4 de janeiro vai além de uma comemoração institucional, representa a consolidação de um projeto construído por gerações. Jovem como estado, mas madura em experiência, Rondônia segue se firmando como uma força econômica, social e humana na Amazônia brasileira, com olhar voltado para o futuro e raízes profundamente fincadas em sua história.











































