Cinco policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque foram presos nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, por crimes cometidos no serviço. A ação da Corregedoria-Geral da PM apura desvios durante a Operação Contenção, em outubro. A megaoperação ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, e deixou 122 pessoas mortas.
Além dos cinco PMs presos megaoperação Rio, outros cinco militares são alvo de mandados de busca e apreensão. A investigação é decorrente da análise de imagens registradas pelas Câmeras Operacionais Portáteis utilizadas pelos PMs.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) identificou indícios de cometimento de crimes. A corporação afirmou em nota que não compactua “com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes”.
Câmeras Corporais Revelam Furto de Fuzil
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (CDDHC) acompanha a operação deflagrada pela Corregedoria. Segundo a presidente da comissão, deputada Dani Monteiro (PSOL), as câmeras corporais revelaram indícios graves.
Entre os indícios está “o furto de um fuzil possivelmente destinado à revenda para criminosos”, conforme divulgou a deputada. Dani Monteiro destacou que o material colhido pela comissão foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O envio aconteceu no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 635), conhecida como ADPF das Favelas. A comissão atua no processo como amicus curiae, e a principal demanda apresentada é a federalização das investigações.
Violações de Direitos Humanos na Operação Contenção
A Operação Contenção, que deixou 122 pessoas mortas, é considerada a mais letal do Rio de Janeiro nos últimos anos. A Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado divulgou um relatório no início deste mês denunciando violações de direitos humanos.
Os relatos de familiares e moradores incluíram pessoas inocentes mortas ou presas. Houve também denúncias de assédio por parte de policiais contra mulheres. A operação tinha como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho, mas o alvo principal, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, não foi preso na ação.










































