Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Ermelindo Monteiro Brasil, localizada na Vila Dnit, zona rural de Porto Velho, a alimentação escolar deixou de ser apenas uma refeição no intervalo e passou a ser parte central do processo de aprendizado. Hoje, os 449 alunos matriculados, da educação infantil ao 9º ano, recebem quatro refeições ao longo do dia, planejadas com equilíbrio nutricional e variedade.
Logo cedo, antes mesmo de entrar em sala, os estudantes recebem o “lanche extra”, que inclui vitaminas, batidas de açaí e frutas frescas. Para muitos, esse reforço faz diferença no rendimento e na disposição para acompanhar as aulas.
Mudança na rotina
A cozinheira Aldenira Ferreira, funcionária da escola há 18 anos, lembra do tempo em que só havia a refeição do intervalo. “Agora temos o lanche extra, e isso faz toda a diferença. As crianças entram em sala mais atentas, aprendem melhor e se sentem felizes”, relatou.
O diretor Jhoel Lopes destacou que a merenda reforçada já trouxe resultados visíveis. “As crianças se sentem alegres e acolhidas. O desempenho melhorou, há menos faltas e mais participação. É um investimento que traz resultados reais para a educação e o bem-estar da comunidade”, afirmou.
Impacto nos alunos
Os estudantes confirmam os efeitos dessa mudança. Maria Alice, 10 anos, percorre 15 km de ônibus para chegar à escola: “A comida ajuda a ficar mais atenta. Agora consigo aprender melhor”.
Já Maria Vitória, 9 anos, conta que começou o dia com batida de açaí antes de uma prova. “A comida ajuda até na hora de estudar. Dá energia e disposição”, disse.
Para Alexandre Silva, 11 anos, que enfrenta 35 km de estrada diariamente, a merenda é fundamental: “Quando começo a aula depois de comer, aprendo melhor”.
Inclusão e saúde
A iniciativa também representa alívio para famílias. Juciléia Oliveira, avó da pequena Taísa, de 6 anos, diagnosticada com autismo leve, ressaltou o impacto positivo. “Na escola sempre tem as frutas que ela gosta, e isso ajudou muito no aprendizado. Além disso, contribui para o orçamento da família. É um cuidado que faz diferença”.
A professora de Língua Portuguesa Catarina Menezes reforça a importância do projeto: “Os alunos faltam menos, estão mais motivados e aprendem com mais facilidade. A merenda feita com amor reflete diretamente no ensino”.
Exemplo para a rede municipal
Com estrutura de cozinha e refeitório preparados para atender todos os estudantes, a EMEF Ermelindo Monteiro Brasil mostra como a alimentação escolar pode ir além da nutrição: é ferramenta de inclusão, combate à fome e incentivo à permanência na escola.