A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sempog) está atuando na Sala de Situação, criada pela Prefeitura de Porto Velho e coordenada pela Defesa Civil, na gestão de dados para o planejamento de captação de recursos e assistência humanitária às famílias afetadas pela cheia do rio Madeira. Segundo o monitoramento municipal, nesta sexta-feira (4), o rio atingiu 16,73 metros: o maior nível desde que entrou em cota de alerta neste ano, em Porto Velho.
Até agora, 8.984 pessoas foram afetadas pela cheia de 2025 no município. Já são 2.702 famílias impactadas. Os dados são da Defesa Civil Municipal, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
A pasta de planejamento, orçamento e gestão, está colaborando com o tratamento das informações dos afetados, no acompanhamento de planos emergenciais e planejamento de captação de recursos para fortalecer as ações de mitigação das consequências da enchente.

De acordo com informações da equipe técnica da Sempog, já foram analisados quase 600 formulários de cadastramento nacional das famílias em emergência. Este levantamento permite a identificação das necessidades prioritárias por região, como alocação de abrigos, fornecimento de suprimentos, solicitação de recursos e garantir futuramente a reconstrução das áreas afetadas no pós-cheia.
Com o aumento do nível do Madeira, as comunidades ribeirinhas foram as primeiras impactadas pela cheia. A Prefeitura de Porto Velho vem acompanhando de perto as regiões do alto, médio e baixo Madeira, distribuindo cestas básicas, água potável, kits de higiene pessoal, ração para cães e gatos e hipoclorito de sódio para a purificação da água nas áreas afetadas.
MONITORAMENTO

Desde o início do ano, o nível do rio Madeira em Porto Velho vem subindo. Nesta sexta-feira (4), alcançou 16,73 metros, o maior registro desde a cota de alerta em 2025, com uma elevação de 10 centímetros em 24 horas.
Por determinação do prefeito Léo Moraes, o afluente, em Porto Velho, segue sendo monitorado pela Sala de Situação, que atua de forma integrada com a Defesa Civil e o Gabinete Militar Municipal.
Segundo a ANA, há previsão de chuvas até meados de abril, dependendo das condições climáticas.
A expectativa é que o rio comece a baixar ainda neste mês, mas antes disso, pode haver novos aumentos no nível, mobilizando a Sala de Situação para intensificar as ações de contenção dos impactos causados pela cheia.