No início desta semana, o estado do Beni, vizinho a Rondônia, declarou estado de desastre em razão dos transbordamentos dos rios. No país andino, as chuvas não param de cair desde novembro de 2024. As chuvas já afetam todos os nove estados, e a maioria deles declarou estado de emergência em consequência da situação.
Diversos municípios estão inundados, principalmente aqueles localizados próximos a rios. Plantações inteiras estão debaixo d’água. Pelo menos seis municípios desse estado se declararam em estado de desastre. Segundo os próprios prefeitos, faltam recursos suficientes para atender às emergências.

Ainda segundo eles, as famílias pedem ajuda imediata. O cenário com as cheias nesta parte do país boliviano pode implicar problemas para Rondônia, tendo em vista que as chuvas nas bacias dos rios dessa região desaguam no rio Madeira. Além disso, a previsão é de que as tempestades devam seguir até meados de abril.
Na quarta-feira (26), o presidente da Bolívia, Luis Arce, assinou o decreto de emergência nacional em resposta por conta dos desastres climáticos. O mandatário boliviano convocou uma sessão extraordinária para o dia 31 do Conselho Nacional de Autonomias para discutir o problema. De acordo com Arce, há pelo menos 40 anos a Bolívia não registrava um índice de chuvas como o que atualmente afeta o país.
Na região das províncias de Ballivián e Yacuma, uma das mais comprometidas do Beni, mais de 600 mil cabeças de gado estão sendo evacuadas de locais inundados para terra firme. Mesmo assim, os agricultores falam em risco, já que as inundações têm destruído os pastos.