TERÇA-FEIRA, 20/01/2026

Em destaque

Pesquisa mostra como judeus usaram música para resistir ao Holocausto

Em tempos de guerra, historiadora propõe reflexão sobre intolerância

Por Rafael Cardoso - Agência Brasil - Rio de Janeiro - 44

Publicado em 

Pesquisa mostra como judeus usaram música para resistir ao Holocausto
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A historiadora Silvia Lerner estava com tudo programado para o lançamento de um novo livro no Brasil, quando a guerra entre Israel e Hamas começou. Ela vive em Tel Aviv e, durante cinco dias, ficou abrigada no bunker que tem em casa, sem saber se conseguiria um voo. Havia ainda o desafio de publicar uma pesquisa sobre o Holocausto em um contexto que mobiliza posições exaltadas contra judeus, árabes e outros povos envolvidos nos conflitos do Oriente Médio.

O primeiro ponto foi superado e ela lançou o livro “A música e os músicos em tempos de intolerância: o Holocausto” no mês de outubro em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Sobre o segundo ponto, a autora defende que, apesar de tratar de um tema do passado, a pesquisa pode ajudar na reflexão sobre a intolerância entre os povos nos dias atuais. As dificuldades de diálogo e de aceitação do outro, segundo Silvia Lerner, favorecem a violência e tornam acordos de paz cada vez mais distantes.

A pesquisa da historiadora fala da perseguição dos nazistas, que provocou a morte de cerca de 6 milhões de judeus nas décadas de 1930 e 1940 na Europa, evento conhecido como Holocausto. Em meio aos guetos, campos de concentração e de extermínio, muitas vítimas encontraram refúgio na música. O que, segundo Silvia, era uma forma de resistência psicológica contra a violência extrema.

Todas as músicas apresentadas no livro foram escritas originalmente em ídiche ou alemão, mas foram traduzidas para o português pela autora. Elas podem ser ouvidas no idioma original por meio de QR Codes. Em entrevista à Agência Brasil, a historiadora dá detalhes da pesquisa e da experiência em Tel Aviv, em meio aos conflitos entre Israel e Hamas.

Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2023 - Detalhe de foto da apresentaçao de orquestra no Gueto de Kovno.  A historiadora e escritora, Silvia Lerner, fala sobre o lançamento do seu livro  “A música e os músicos em Tempos de Intolerância: o Holocausto” (Editora Rio Books), na livraria Travessa, no Shopping Leblon, zona sul da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Detalhe de foto da apresentação de orquestra no Gueto de Kovno. A historiadora e escritora, Silvia Lerner, fala sobre o lançamento do seu livro “A música e os músicos em Tempos de Intolerância: o Holocausto” (Editora Rio Books), na livraria Travessa, no Shopping Leblon, zona sul da cidade – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Agência Brasil: Por que você escolheu esse tema de estudo? Interesse apenas acadêmico ou tem alguma relação pessoal com o assunto?

Silvia Lerner: Meus pais eram sobreviventes do Holocausto. Eram judeus alemães e viviam em Berlim.  Eles se tornaram refugiados no Brasil. Eles vieram sozinhos, então eu nunca tive avó, tio, tia, porque todos morreram na Alemanha ou foram levados para campos de concentração. Fiz faculdade de História e consegui uma bolsa na Escola Internacional de Estudos sobre Holocausto, em Jerusalém. Ali, comecei a me especializar nesse tema e em História Judaica. Buscava encontrar respostas para tanta maldade. Você começa a estudar e ver como os homens são cruéis. E a troco de quê? Se me perguntarem hoje se eu tenho as respostas, vou te dizer: já estudei muito, mas eu ainda não encontrei o que justificasse tanta maldade e crueldade. Eu vejo que nos homens não aprenderam. Porque desde que a guerra terminou, a gente já assistiu a vários genocídios, vários eventos e momentos de falta de paz.

Agência Brasil: Você estuda letras de músicas produzidas pelos judeus nesses tempos de Holocausto. Como teve acesso e como foi o processo de seleção, tradução e análise de fontes?

Silvia Lerner: Dentro desse tema mais geral, eu me identificava com o campo cultural. E resolvi focar na arte e na música. Minha filha morou um tempo em Nova York, eu ia muito lá, e consegui juntar um material que encontrei pesquisando lá, principalmente livros e áudios que encontrei no Institute for Jewish Research (YIVO). Tinha um com músicas escritas em ídiche e, como eu sei a língua, comecei a traduzir e a procurar áudios correspondentes produzidos nos Estados Unidos, em Israel, na França. Algumas também estavam em alemão e, como também sei o idioma, consegui traduzir.

Agência Brasil: A pesquisa encontrou cerca de 300 músicas produzidas nesse contexto pelos judeus. Qual critério você utilizou para analisar e publicar 31 delas no livro?

Silvia Lerner: Eu comecei a escolher músicas que fossem produzidas em espaços diferentes. Por exemplo, algo que era do gueto de Varsóvia, do de Vilna, do de Białystok. Para mostrar o quanto se produziu, em tantos lugares diferentes. Tem músicas feitas em campos de extermínio, como Treblinka e Auschwitz. Mas é interessante que, mesmo em lugares tão diferentes, existam pontos em comum. Por exemplo, muitas traziam em comum uma estrofe que diz “dorme, meu filho, dorme”. Era um sentimento do pai e da mãe que não queriam que o filho percebesse toda a tragédia em volta. Elas também costumam trazer temas como a saudade e a chamada para uma luta.

Agência Brasil: Quais músicas você destacaria como emblemáticas desse período?

Silvia Lerner: Tem uma que eu gosto muito que se chama Friling, (Primavera), composta no gueto de Vilna, em ritmo de tango. O autor escreveu essa música logo após o assassinato de sua esposa, com quem tinha casado recentemente. E realmente é uma música bonita, emocionante. E perguntaram a ele, como tinha conseguido compor algo naquele momento. E ele respondeu que era a música que o segurava, que sustentava os músculos dele. E por que o ritmo de tango? Por que os alemães permitiam esse tipo de ritmo. Ao contrário, por exemplo, do jazz, que eles não admitiam. Para eles era um estilo de origem dos negros, grupo que eles perseguiam. E o tango era visto como dança de submissão da mulher ao homem.

Agência Brasil: Você centra a análise das músicas a partir do conceito de resistência, que há muito tempo é explorado na historiografia em diferentes situações. Pode explicar como você o entende e o aplica no estudo?

Silvia Lerner: Havia tanto a resistência armada, quanto a resistência psicológica. Os judeus pegaram em armas tardiamente. Não estavam habituados, não tinham treinamento militar. Somente quando sentiram que os guetos estavam sendo evacuados é que resolveram pegar em armas. A resistência psicológica consistia em produzir elementos, como a música, para esquecer a fome. Em trabalhar uma composição para esquecer a saudade. Era tentar viver com dignidade em tempos indignos.

E havia o papel da transmissão e do testemunho. Quando os guetos iam sendo evacuados, os prisioneiros eram enviados para diferentes lugares. Mas eles levavam com eles as músicas. Cantavam em barracões em diferentes campos de concentração. E quando a guerra acaba, há um grupo de sobreviventes que começa a se interessar em manter essa memória e a juntar todas as músicas que tinham ouvido e passar para partituras.

Agência Brasil: O seu livro está sendo lançado em um momento de conflito no Oriente Médio, e os judeus são um dos grupos envolvidos. Acredita que o contexto pode ter influência nas leituras que serão feitas do livro? O estudo pode, de alguma forma, dialogar com a atualidade?

Silvia Lerner: O título traz a palavra intolerância. E esses eventos no Oriente Médio têm como foco a intolerância. Acho que lançar o livro nesses tempos tem um impacto. Até para os leitores perceberem que a intolerância ainda não terminou. No sentido de não aceitação do outro. No Holocausto, foi assim. Para o nazista, o outro não era o que ele queria, não tinha a compleição física considerada ideal, que era ser ariano. Ele não produzia a arte que os ideólogos do nazismo consideravam a correta. E o que acontece no Oriente Médio é essa dificuldade em aceitar o outro. Isso nos dois lados, a ponto de ter sido deflagrada essa guerra violenta.

Agência Brasil: Você estava em Israel quando começou o conflito mais recente, entre o governo israelense e o Hamas. O que poderia falar dessa experiência e de como acompanhou de perto os acontecimentos?

Silvia Lerner: Eu vivo em Israel há um ano e meio. E esses cinco dias que passei lá, antes de voltar ao Brasil para o lançamento do livro, não foram fáceis. Tinha o estresse de querer sair para honrar os compromissos aqui e não conseguir. As sirenes tocando me deixavam muito perturbada. Não é fácil ter que correr para o quarto antimíssil. Você fica ali fechada, correr com os documentos, água, comida. Em algum momento devo voltar. Eu moro lá. Tenho uma filha lá e três netos. No condomínio onde eu moro, muitos vizinhos foram recrutados para o conflito. No kibutz, no Sul de Israel, tem uma família de brasileiros que eu conheço e eles conseguiram se salvar. E eu cedi meu apartamento para uma outra família, vinda do Norte, se abrigar.

Publicidade
NEWSTV
Publicidade
NEWSTV

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

Horóscopo de terça-feira (20/1): clareza orienta decisões

Horóscopo de terça-feira (20/1): clareza orienta decisões

Previsões para terça-feira, 20 de janeiro de 2026, indicam um dia favorável para decisões conscientes, alinhamento de metas e avanços graduais
L
Decreto do governo de RO define feriados estaduais de 2026

Decreto do governo de RO define feriados estaduais de 2026

A iniciativa busca garantir organização administrativa, previsibilidade no funcionamento dos órgãos públicos e transparência para servidores e cidadãos.
L
Fonte interativa integrará revitalização do Parque Circuito

Fonte interativa integrará revitalização do Parque Circuito

Projeto de revitalização prevê fonte interativa inédita em Porto Velho e reforça investimentos em lazer e convivência.
L
Nova Mutum Paraná celebra 15 anos com foco em ação social

Nova Mutum Paraná celebra 15 anos com foco em ação social

Aniversário do distrito planejado em Porto Velho reúne esporte e cultura, além de arrecadar 250 quilos de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.
L
Tribunal Regional do Trabalho abre seleção de estágio para Rondônia e Acre

Tribunal Regional do Trabalho abre seleção de estágio para Rondônia e Acre

Estudantes de nível superior podem se inscrever gratuitamente até o dia 1 de fevereiro para atuar em diversas áreas da Justiça do Trabalho nos dois estados.
L
Publicidade
ENERGISA
Publicidade

DESTAQUES NEWS

Nota de pesar: Ivan Ferreira de Oliveira (Ferreirinha)

Ivan Ferreira de Oliveira, conhecido como Ferreirinha, morreu aos 82 anos. Velório ocorre nesta segunda (19) e sepultamento na terça (20), em Porto Velho.
L
Entidades do ensino superior contestam avaliação de medicina do MEC

Entidades do ensino superior contestam avaliação de medicina do MEC

Associações criticam a aplicação de punições imediatas após o Enamed e apontam divergências nos dados; ministro defende medidas para garantir qualidade.
L

JOVEM NEWS: Jeanderson Maranhão e a história do Porto Velho Esporte Clube

Fundador do Porto Velho Esporte Clube, o militar da Base Aérea fala sobre projetos sociais, esporte como ferramenta de inclusão e o trabalho com crianças na capital.
L

GIRO NEWS: Michel Alisson fala sobre educação financeira e Sicredi

O administrador e especialista em Gestão de Cooperativas de Crédito do Sicredi aborda volta às aulas, planejamento financeiro, cartões, seguros e capital social.
L
Pix: instabilidade afeta serviço e bancos nesta segunda-feira (19)

Pix: instabilidade afeta serviço e bancos nesta segunda-feira (19)

Relatos de falhas no Pix aumentaram ao longo da tarde e envolveram bancos como Banco do Brasil, Itaú, Nubank, Bradesco, Santander e Inter, segundo reclamações em plataformas de monitoramento.
L
Publicidade

EMPREGOS E CONCURSOS

Termina hoje prazo de recurso para cotas no concurso unificado

Termina hoje prazo de recurso para cotas no concurso unificado

Candidatos do CNU2 podem contestar o resultado da heteroidentificação e da perícia médica até o fim desta segunda-feira por meio da página oficial do certame.
L
Prazo para recursos sobre cotas e vagas reservadas no CNU 2 abre hoje

Prazo para recursos sobre cotas e vagas reservadas no CNU 2 abre hoje

Candidatos negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência têm até a próxima segunda-feira para contestar os resultados preliminares da autodeclaração.
L
Gratuito e acessível, Sine se consolida como ferramenta eficaz na geração de emprego

Gratuito e acessível, Sine se consolida como ferramenta eficaz na geração de emprego

Serviço do Sine em Porto Velho oferece cadastro gratuito, atendimento presencial e digital, ampliando o acesso a vagas de emprego e estágio na capital.
L
Resultado preliminar de vagas reservadas do CNU2 é divulgado

Resultado preliminar de vagas reservadas do CNU2 é divulgado

Os candidatos têm até o dia 19 de janeiro para apresentar recursos sobre a análise de deficiência ou autodeclarações de pessoas negras, indígenas e quilombolas no portal oficial.
L
Sine Municipal oferece mais de 30 vagas de emprego em Porto Velho

Sine Municipal oferece mais de 30 vagas de emprego em Porto Velho

Oportunidades são para trabalhadores com ensino médio, fundamental e sem exigência de escolaridade, com atendimento presencial e consulta online disponíveis.
L
Publicidade

POLÍTICA

Deputada Dra. Taissa pede recuperação urgente da RO-370 em Guajará-Mirim

Deputada Dra. Taissa pede recuperação urgente da RO-370 em Guajará-Mirim

O pedido tem foco nos trechos que dão acesso às principais linhas rurais do município, áreas que concentram comunidades dependentes da via para deslocamento diário e acesso à área urbana.
L
Pastor Ivanildo Santos é citado como pré-candidato para 2026

Pastor Ivanildo Santos é citado como pré-candidato para 2026

Liderança evangélica de Porto Velho começa a articular apoio para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia no próximo pleito eleitoral.
L
Ministério lança módulo para monitorar saúde de crianças indígenas

Ministério lança módulo para monitorar saúde de crianças indígenas

Nova ferramenta da Secretaria Especial de Saúde Indígena permitirá o registro detalhado do desenvolvimento neuropsicomotor e rastreio precoce de doenças em territórios.
L
Justiça converte para domiciliar prisão de suspeito de fraude no INSS

Justiça converte para domiciliar prisão de suspeito de fraude no INSS

Ministro André Mendonça autoriza que Silvio Feitoza cumpra pena em casa devido a quadro de isquemia miocárdica grave diagnosticado após cirurgia.
L
MPRO: Justiça obriga municípios a ampliar acolhimento de crianças

MPRO: Justiça obriga municípios a ampliar acolhimento de crianças

Decisões determinam implantação e qualificação do acolhimento institucional e em família acolhedora em Pimenta Bueno, Primavera de Rondônia e São Felipe do Oeste, com base no ECA e na Assistência Social.
L
Publicidade

POLÍCIA

Polícia identifica corpo encontrado enrolado em lona na capital

Polícia identifica corpo encontrado enrolado em lona na capital

Vítima foi encontrado morto no bairro Nova Porto Velho, três suspeitos já foram presos pelo DHPP.
18
Colisão entre moto e bike deixa três feridos na zona leste

Colisão entre moto e bike deixa três feridos na zona leste

Acidente deixou duas mulheres e um jovem feridos no bairro Lagoa.
12
Batida frontal entre motos deixa dois feridos

Batida frontal entre motos deixa dois feridos

Vítimas foram levadas ao hospital João Paulo II.
14
Polícia Rodoviária Federal detém cinco motoristas embriagados em Rondônia

Polícia Rodoviária Federal detém cinco motoristas embriagados em Rondônia

Fiscalizações realizadas pela PRF durante o último fim de semana em Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena resultaram em prisões por crimes de trânsito.
10
Polícia Civil alerta para golpes contra idosos em Porto Velho

Polícia Civil alerta para golpes contra idosos em Porto Velho

Criminosos se passam por servidores municipais para obter dados e contratar empréstimos indevidos; prefeitura esclarece que não solicita fotos em visitas.
L
Publicidade

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Juros altos dificultam acesso ao crédito para 80% das indústrias

Juros altos dificultam acesso ao crédito para 80% das indústrias

Pesquisa da CNI revela que a atual política monetária restritiva encarece o financiamento e desestimula investimentos em expansão e inovação no setor produtivo.
L

Fique ligado na programação do Cine Araújo em Porto Velho: estreias, sucessos e opções para toda a família

O Cine Araújo de Porto Velho apresenta uma programação diversificada, com grandes estreias, filmes premiados e animações, oferecendo opções para todos os públicos e horários ao longo da semana.
L
Rio Acre inicia processo de descida mas permanece acima da cota de inundação

Rio Acre inicia processo de descida mas permanece acima da cota de inundação

Boletim do Serviço Geológico do Brasil indica que o nível do rio em Rio Branco atingiu 14,41 metros, superando o limite de transbordo estabelecido em 13,50 metros.
L

Requerimento da Licença Ambiental (LP-LI-LO): AGUAS DE JARU SPE S.A.

LICENÇAS PRÉVIA, INSTALAÇÃO E DE OPERAÇÃO
L

Requerimento da Outorga: AGUAS DE JARU SPE S.A

OUTORGA DO DIREITO DE USO DE RECURSOS HÍDRICOS
L
Agências do INSS fecham em mais de 90 cidades devido ao feriado de São Sebastião

Agências do INSS fecham em mais de 90 cidades devido ao feriado de São Sebastião

Atendimento presencial será suspenso nesta terça-feira em municípios que celebram o padroeiro; instituição também anuncia paralisação nacional para o fim do mês.
L
Haddad propõe que Banco Central assuma fiscalização de fundos

Haddad propõe que Banco Central assuma fiscalização de fundos

Ministro da Fazenda defende ampliação do perímetro regulatório da autoridade monetária para coibir fraudes financeiras e centralizar a supervisão do setor.
L
Logo News Rondônia
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.