SEGUNDA-FEIRA, 05/01/2026
Publicidade

Em destaque

Pesquisa mostra como judeus usaram música para resistir ao Holocausto

Em tempos de guerra, historiadora propõe reflexão sobre intolerância

Por Rafael Cardoso - Agência Brasil - Rio de Janeiro - 44

Publicado em 

Pesquisa mostra como judeus usaram música para resistir ao Holocausto
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A historiadora Silvia Lerner estava com tudo programado para o lançamento de um novo livro no Brasil, quando a guerra entre Israel e Hamas começou. Ela vive em Tel Aviv e, durante cinco dias, ficou abrigada no bunker que tem em casa, sem saber se conseguiria um voo. Havia ainda o desafio de publicar uma pesquisa sobre o Holocausto em um contexto que mobiliza posições exaltadas contra judeus, árabes e outros povos envolvidos nos conflitos do Oriente Médio.

O primeiro ponto foi superado e ela lançou o livro “A música e os músicos em tempos de intolerância: o Holocausto” no mês de outubro em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Sobre o segundo ponto, a autora defende que, apesar de tratar de um tema do passado, a pesquisa pode ajudar na reflexão sobre a intolerância entre os povos nos dias atuais. As dificuldades de diálogo e de aceitação do outro, segundo Silvia Lerner, favorecem a violência e tornam acordos de paz cada vez mais distantes.

A pesquisa da historiadora fala da perseguição dos nazistas, que provocou a morte de cerca de 6 milhões de judeus nas décadas de 1930 e 1940 na Europa, evento conhecido como Holocausto. Em meio aos guetos, campos de concentração e de extermínio, muitas vítimas encontraram refúgio na música. O que, segundo Silvia, era uma forma de resistência psicológica contra a violência extrema.

Todas as músicas apresentadas no livro foram escritas originalmente em ídiche ou alemão, mas foram traduzidas para o português pela autora. Elas podem ser ouvidas no idioma original por meio de QR Codes. Em entrevista à Agência Brasil, a historiadora dá detalhes da pesquisa e da experiência em Tel Aviv, em meio aos conflitos entre Israel e Hamas.

Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2023 - Detalhe de foto da apresentaçao de orquestra no Gueto de Kovno.  A historiadora e escritora, Silvia Lerner, fala sobre o lançamento do seu livro  “A música e os músicos em Tempos de Intolerância: o Holocausto” (Editora Rio Books), na livraria Travessa, no Shopping Leblon, zona sul da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Detalhe de foto da apresentação de orquestra no Gueto de Kovno. A historiadora e escritora, Silvia Lerner, fala sobre o lançamento do seu livro “A música e os músicos em Tempos de Intolerância: o Holocausto” (Editora Rio Books), na livraria Travessa, no Shopping Leblon, zona sul da cidade – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Agência Brasil: Por que você escolheu esse tema de estudo? Interesse apenas acadêmico ou tem alguma relação pessoal com o assunto?

Silvia Lerner: Meus pais eram sobreviventes do Holocausto. Eram judeus alemães e viviam em Berlim.  Eles se tornaram refugiados no Brasil. Eles vieram sozinhos, então eu nunca tive avó, tio, tia, porque todos morreram na Alemanha ou foram levados para campos de concentração. Fiz faculdade de História e consegui uma bolsa na Escola Internacional de Estudos sobre Holocausto, em Jerusalém. Ali, comecei a me especializar nesse tema e em História Judaica. Buscava encontrar respostas para tanta maldade. Você começa a estudar e ver como os homens são cruéis. E a troco de quê? Se me perguntarem hoje se eu tenho as respostas, vou te dizer: já estudei muito, mas eu ainda não encontrei o que justificasse tanta maldade e crueldade. Eu vejo que nos homens não aprenderam. Porque desde que a guerra terminou, a gente já assistiu a vários genocídios, vários eventos e momentos de falta de paz.

Agência Brasil: Você estuda letras de músicas produzidas pelos judeus nesses tempos de Holocausto. Como teve acesso e como foi o processo de seleção, tradução e análise de fontes?

Silvia Lerner: Dentro desse tema mais geral, eu me identificava com o campo cultural. E resolvi focar na arte e na música. Minha filha morou um tempo em Nova York, eu ia muito lá, e consegui juntar um material que encontrei pesquisando lá, principalmente livros e áudios que encontrei no Institute for Jewish Research (YIVO). Tinha um com músicas escritas em ídiche e, como eu sei a língua, comecei a traduzir e a procurar áudios correspondentes produzidos nos Estados Unidos, em Israel, na França. Algumas também estavam em alemão e, como também sei o idioma, consegui traduzir.

Agência Brasil: A pesquisa encontrou cerca de 300 músicas produzidas nesse contexto pelos judeus. Qual critério você utilizou para analisar e publicar 31 delas no livro?

Silvia Lerner: Eu comecei a escolher músicas que fossem produzidas em espaços diferentes. Por exemplo, algo que era do gueto de Varsóvia, do de Vilna, do de Białystok. Para mostrar o quanto se produziu, em tantos lugares diferentes. Tem músicas feitas em campos de extermínio, como Treblinka e Auschwitz. Mas é interessante que, mesmo em lugares tão diferentes, existam pontos em comum. Por exemplo, muitas traziam em comum uma estrofe que diz “dorme, meu filho, dorme”. Era um sentimento do pai e da mãe que não queriam que o filho percebesse toda a tragédia em volta. Elas também costumam trazer temas como a saudade e a chamada para uma luta.

Agência Brasil: Quais músicas você destacaria como emblemáticas desse período?

Silvia Lerner: Tem uma que eu gosto muito que se chama Friling, (Primavera), composta no gueto de Vilna, em ritmo de tango. O autor escreveu essa música logo após o assassinato de sua esposa, com quem tinha casado recentemente. E realmente é uma música bonita, emocionante. E perguntaram a ele, como tinha conseguido compor algo naquele momento. E ele respondeu que era a música que o segurava, que sustentava os músculos dele. E por que o ritmo de tango? Por que os alemães permitiam esse tipo de ritmo. Ao contrário, por exemplo, do jazz, que eles não admitiam. Para eles era um estilo de origem dos negros, grupo que eles perseguiam. E o tango era visto como dança de submissão da mulher ao homem.

Agência Brasil: Você centra a análise das músicas a partir do conceito de resistência, que há muito tempo é explorado na historiografia em diferentes situações. Pode explicar como você o entende e o aplica no estudo?

Silvia Lerner: Havia tanto a resistência armada, quanto a resistência psicológica. Os judeus pegaram em armas tardiamente. Não estavam habituados, não tinham treinamento militar. Somente quando sentiram que os guetos estavam sendo evacuados é que resolveram pegar em armas. A resistência psicológica consistia em produzir elementos, como a música, para esquecer a fome. Em trabalhar uma composição para esquecer a saudade. Era tentar viver com dignidade em tempos indignos.

E havia o papel da transmissão e do testemunho. Quando os guetos iam sendo evacuados, os prisioneiros eram enviados para diferentes lugares. Mas eles levavam com eles as músicas. Cantavam em barracões em diferentes campos de concentração. E quando a guerra acaba, há um grupo de sobreviventes que começa a se interessar em manter essa memória e a juntar todas as músicas que tinham ouvido e passar para partituras.

Agência Brasil: O seu livro está sendo lançado em um momento de conflito no Oriente Médio, e os judeus são um dos grupos envolvidos. Acredita que o contexto pode ter influência nas leituras que serão feitas do livro? O estudo pode, de alguma forma, dialogar com a atualidade?

Silvia Lerner: O título traz a palavra intolerância. E esses eventos no Oriente Médio têm como foco a intolerância. Acho que lançar o livro nesses tempos tem um impacto. Até para os leitores perceberem que a intolerância ainda não terminou. No sentido de não aceitação do outro. No Holocausto, foi assim. Para o nazista, o outro não era o que ele queria, não tinha a compleição física considerada ideal, que era ser ariano. Ele não produzia a arte que os ideólogos do nazismo consideravam a correta. E o que acontece no Oriente Médio é essa dificuldade em aceitar o outro. Isso nos dois lados, a ponto de ter sido deflagrada essa guerra violenta.

Agência Brasil: Você estava em Israel quando começou o conflito mais recente, entre o governo israelense e o Hamas. O que poderia falar dessa experiência e de como acompanhou de perto os acontecimentos?

Silvia Lerner: Eu vivo em Israel há um ano e meio. E esses cinco dias que passei lá, antes de voltar ao Brasil para o lançamento do livro, não foram fáceis. Tinha o estresse de querer sair para honrar os compromissos aqui e não conseguir. As sirenes tocando me deixavam muito perturbada. Não é fácil ter que correr para o quarto antimíssil. Você fica ali fechada, correr com os documentos, água, comida. Em algum momento devo voltar. Eu moro lá. Tenho uma filha lá e três netos. No condomínio onde eu moro, muitos vizinhos foram recrutados para o conflito. No kibutz, no Sul de Israel, tem uma família de brasileiros que eu conheço e eles conseguiram se salvar. E eu cedi meu apartamento para uma outra família, vinda do Norte, se abrigar.

Publicidade
NEWSTV
Publicidade
NEWSTV

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

Rondônia celebra 44 anos de instalação: do sonho territorial à potência da Amazônia

Estado completa 44 anos em 4 de janeiro de 2026, consolidando uma trajetória marcada por desafios, integração nacional e crescimento econômico, social e produtivo
L
Menor desemprego da história e ações na saúde marcam a semana

Menor desemprego da história e ações na saúde marcam a semana

Emprego atinge nível histórico e SUS amplia atendimento especializado.
L
Helicóptero faz pouso forçado no mar em Cabo Frio

Helicóptero faz pouso forçado no mar em Cabo Frio

Oito ocupantes foram resgatados com vida pela Marinha.
L

Fortes chuvas com trovoadas se aproximam da capital e interior

Alerta de descargas elétricas, especialmente nas regiões Norte e Sudoeste do estado.
L

O governo brasileiro age para garantir a segurança na fronteira com Roraima após a invasão dos EUA na Venezuela

“O Brasil condena estas ações e reafirma sua disposição de promover o diálogo e a cooperação”, disse Lula.
L
Publicidade
ENERGISA
Publicidade

DESTAQUES NEWS

Maduro é preso em Nova York: ex-líder passa primeira noite sob custódia

Maduro é preso em Nova York: ex-líder passa primeira noite sob custódia

Nicolás Maduro foi levado a um centro federal nos EUA após captura em Caracas e enfrentará acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas
L

Confira o que está em cartaz no Cine Araújo em Porto Velho

Filmes de ação, suspense e animação movimentam a programação desta semana no Cine Araújo, com opções para toda a família, incluindo estreias aguardadas e sucessos consagrados nas telonas.
L

Trump afirma que EUA vão assumir gestão interina da Venezuela e abrir espaço para petroleiras americanas

Em discurso, o presidente dos Estados Unidos diz que a administração seria temporária, promete transição política e anuncia entrada de empresas de energia no país, após operação que teria capturado Nicolás Maduro.
L
Resultado do sorteio: Cine Araújo presenteia internauta

Resultado do sorteio do dia 02/01: Cine Araújo presenteia internauta

Mais um participante foi premiado com dois ingressos na promoção do News Rondônia e Cine Araújo. Emoção garantida na telona!
L

Vista Alegre do Abunã: falta de médico na USF obriga paciente com dores a procurar farmácia

O caso tem sido apontado como negligência médica por moradores da região, que frequentemente buscam atendimento no Hospital Regional de Extrema, Acre, Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Porto Velho e, às vezes, até na Bolívia, devido à precariedade dos serviços locais, que deixam muito a desejar.
L
Publicidade

EMPREGOS E CONCURSOS

AgSus abre processo seletivo em Rondônia com salários de R$ 5,8 mil

AgSus abre processo seletivo em Rondônia com salários de R$ 5,8 mil

Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS oferece vagas de níveis médio e superior para atuação no Programa Mais Médicos em Porto Velho.
L
Processo Seletivo Simplificado da Prefeitura de Porto Velho abre vagas para professores

Processo Seletivo Simplificado da Prefeitura de Porto Velho abre vagas para professores

Processo Seletivo prevê contratação temporária de docentes para zonas urbana e rural
L
CRECI-RO lança concurso público com vagas para três municípios de Rondônia

CRECI-RO lança concurso público com vagas para três municípios de Rondônia

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-RO) publicou edital de certame com oportunidades para níveis médio e superior em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, no concurso público do CRECI-RO.
L
CNU 2: FGV altera horário das bancas de candidatos negros e com deficiência

CNU 2: FGV altera horário das bancas de candidatos negros e com deficiência

Fundação Getúlio Vargas (FGV) comunicou a atualização do Cartão de Confirmação de Inscrição, com alterações de horário e turno, para convocados nos procedimentos de Caracterização da Deficiência e Confirmação Complementar à Autodeclaração de Pessoas Negras do (CNU 2025).
L
Ministério da Gestão nomeia 677 aprovados no Concurso Unificado

Ministério da Gestão nomeia 677 aprovados no Concurso Unificado

Cargos de analista, engenheiro, médico e outros estão distribuídos em seis pastas ministeriais; empossados no Concurso Público Nacional Unificado devem apresentar documentação digitalmente pelo Portal do Servidor.
L
Publicidade

POLÍTICA

Trump diz que EUA vão se envolver no petróleo da Venezuela

Trump diz que EUA vão se envolver no petróleo da Venezuela

Presidente afirma que empresas americanas atuarão fortemente no setor.
L
Sequestrado, Maduro será julgado nos Estados Unidos

Sequestrado, Maduro será julgado nos Estados Unidos

Procuradora diz que Maduro responderá à Justiça americana.
L
Sem provas, Rubio acusa Maduro de chefiar grupo narcoterrorista

Sem provas, Rubio acusa Maduro de chefiar grupo narcoterrorista

Secretário dos EUA diz que governo venezuelano não é legítimo.
L
Governo convoca reunião de emergência no Itamaraty após invasão da Venezuela

Governo convoca reunião de emergência no Itamaraty após invasão da Venezuela

Presidente Lula acompanha crise e retorna a Brasília ainda hoje.
L
Milei provoca Lula ao celebrar ataque dos EUA à Venezuela

Milei provoca Lula ao celebrar ataque dos EUA à Venezuela

Presidente argentino associa Lula a Maduro em vídeo nas redes sociais.
L
Publicidade

POLÍCIA

Enteado ataca padrasto com panela de pressão na cabeça para defender mãe de agressões

Enteado ataca padrasto com panela de pressão na cabeça para defender mãe de agressões

O idoso precisou de atendimento médico na Policlínica Ana Adelaide, e depois de receber alta foi encaminhado junto do enteado para o Departamento de Flagrantes.
16
Equipe do sgt Machado fecha “Boca da Bia” e prende traficante com drogas na zona leste

Equipe do sgt Machado fecha “Boca da Bia” e prende traficante com drogas na zona leste

O flagrante aconteceu em uma boca de fumo na Rua Constelação, bairro Flamboyant, zona leste de Porto Velho.
14

Jovem presa por violência doméstica é encontrada morta em cela na Central de Flagrantes

As causas da morte estão sendo apuradas pela Polícia Civil.
18
Operação Madeira-Mamoré apreende armas de guerra e entorpecentes em Guajará-Mirim

Operação Madeira-Mamoré apreende armas de guerra e entorpecentes em Guajará-Mirim

Forças de segurança realizaram a Operação Madeira-Mamoré e localizaram granadas, fuzil e drogas em residência no bairro Jardim das Esmeraldas.
12
Homem é preso após ameaçar esposa e enfrentar PM em Porto Velho

Homem é preso após ameaçar esposa e enfrentar PM em Porto Velho

Suspeito armado com facão descumpriu medida protetiva e resistiu à prisão.
14
Publicidade

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Prefeito de Nova York critica ação de Trump contra a Venezuela

Prefeito de Nova York critica ação de Trump contra a Venezuela

Zohran Mamdani classifica captura de Nicolás Maduro como “ato de guerra” e cita impactos diretos para venezuelanos que vivem na cidade.
L
Incêndio na Suíça: 24 das 40 vítimas já foram identificadas

Incêndio na Suíça: 24 das 40 vítimas já foram identificadas

Explosão em bar de estação de esqui deixou 40 mortos e 119 feridos; polícia suíça avança no processo de identificação das vítimas.
L
Venezuelanos no exterior reagem a ataque dos EUA e queda de Maduro

Venezuelanos no exterior reagem a ataque dos EUA e queda de Maduro

Manifestações de repúdio e comemoração ocorreram em vários países após a captura do líder venezuelano e o anúncio de uma administração norte-americana no país.
L
TEA em idosos: estudo estima 300 mil brasileiros no espectro

TEA em idosos: estudo estima 300 mil brasileiros no espectro

Levantamento com base no Censo 2022 aponta prevalência de autismo em pessoas acima de 60 anos e indica que diagnóstico tardio costuma trazer alívio e autocompreensão.
L
China cobra libertação de Maduro: EUA violaram direito internacional

China cobra libertação de Maduro: EUA violaram direito internacional

Governo chinês exige soltura imediata do presidente venezuelano e de sua esposa, afirma que ação fere a Carta da ONU e defende solução por meio do diálogo.
L
Ataque dos EUA à Venezuela: ofensiva fortalece extrema-direita

Ataque dos EUA à Venezuela: ofensiva fortalece extrema-direita

Professora da Uerj avalia que ação de Washington integra estratégia de Donald Trump para articular redes transnacionais de extrema-direita e ampliar instabilidade regional.
L
Argentina restringe imigração de aliados de Maduro: entrada é barra

Argentina restringe imigração de aliados de Maduro: entrada é barra

Governo argentino endurece regras para impedir que funcionários, militares e empresários ligados ao regime venezuelano usem o país como refúgio político.
L
Venezuela: Conselho de Segurança da ONU será convocado após ação dos EUA

Venezuela: Conselho de Segurança da ONU será convocado após ação dos EUA

Reunião solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, discutirá impacto da ofensiva americana e alertas da ONU sobre violação do direito internacional.
L
Trump afirma que operação na Venezuela é aviso à soberania dos EUA

Trump afirma que operação na Venezuela é aviso à soberania dos EUA

Presidente dos Estados Unidos diz que ação militar serve como recado global, anuncia controle do país e afirma que exigências americanas deverão ser cumpridas integralmente.
L
Trump indica diálogo com vice e descarta oposição na Venezuela

Trump indica diálogo com vice e descarta oposição na Venezuela

Presidente dos EUA afirma que Washington vai administrar a Venezuela por tempo indefinido e rejeita liderança de Maria Corina Machado
L
Logo News Rondônia
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.