O governo do Irã emitiu um alerta contundente à comunidade internacional nesta quinta-feira (12), afirmando que o mundo deve se preparar para o preço do petróleo atingir a marca de US$ 200 por barril. O pronunciamento ocorre após uma quarta-feira marcada por ataques das forças iranianas a navios mercantes no Golfo Pérsico, elevando a tensão nos mercados globais de energia. Em resposta, a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior intervenção da história, na tentativa de conter um choque econômico comparável ao da década de 1970.
A guerra, iniciada há quase duas semanas por ataques aéreos coordenados entre Estados Unidos e Israel, já deixou cerca de 2 mil mortos. Apesar da intensidade das investidas aliadas, o Irã demonstrou capacidade de revide ao atingir três embarcações ontem, alegando desobediência a ordens da Guarda Revolucionária. O Estreito de Ormuz, passagem vital para 20% do petróleo mundial, permanece bloqueado e sob risco devido à presença de minas navais, o que impossibilita o trânsito seguro de navios de carga na costa iraniana.
No campo diplomático e militar, as narrativas divergem sobre a duração do embate. Enquanto o presidente Donald Trump sugeriu que a guerra poderia terminar em breve por considerar que não há mais alvos estratégicos a serem atingidos no Irã, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a operação continuará sem limite de tempo até que todos os objetivos sejam alcançados. Oficiais israelenses mantêm uma lista extensa de alvos prioritários, incluindo mísseis balísticos e instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, reforçando a intenção de neutralizar a força de Teerã.
Os impactos do conflito já atingem o setor de transporte e a segurança internacional. O FBI emitiu alertas sobre a possibilidade de ataques de drones iranianos na costa oeste dos EUA, enquanto o Departamento de Estado americano advertiu para possíveis atentados contra infraestruturas de petróleo no Iraque. No Irã, o clima é de luto e prontidão militar, com o comando de segurança tratando qualquer manifestação interna como traição. A situação permanece em um impasse crítico, com o comando militar iraniano prometendo retaliações a instituições financeiras que colaborem com seus adversários.








































