Cuba restabeleceu o fornecimento de energia elétrica em todo o território nacional após um apagão que durou 16 horas. A crise energética foi desencadeada por uma interrupção inesperada na usina Antonio Guiteras, agravada pelo severo déficit de combustível que atinge a ilha nos últimos meses.
O Ministério de Energia de Cuba aponta o bloqueio imposto pelos Estados Unidos como a causa fundamental do desabastecimento de petróleo. A situação se tornou crítica após a interrupção dos envios da Venezuela e a suspensão de embarques planejados pelo México, sob ameaça de tarifas norte-americanas.
Além do cenário geopolítico, a infraestrutura elétrica cubana sofre com o sucateamento e a falta de manutenção. Mesmo antes do cerco diplomático recente, o país já enfrentava apagões recorrentes devido ao estado envelhecido de suas termelétricas, que dependem de investimentos pesados para operar com estabilidade.
Nas ruas de Havana, a população adapta a rotina ao uso de lâmpadas recarregáveis e velas para enfrentar as quedas de luz diárias. A reativação do sistema nesta quinta-feira traz um alívio temporário, mas as autoridades alertam que a estabilidade operacional continua vulnerável enquanto o fornecimento de combustível não for regularizado.
A crise atual reflete a dependência histórica de Cuba em relação a parceiros externos para o suprimento de energia. Com o corte das exportações venezuelanas, a ilha busca alternativas para evitar novos colapsos em sua rede nacional, em meio a um cenário de pressão econômica internacional crescente.









































