O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta terça-feira, 3, com ataques coordenados entre forças israelenses e norte-americanas em diversas cidades do Irã. O presidente Donald Trump confirmou a destruição de importantes ativos navais e aéreos iranianos, justificando a ofensiva como uma medida preventiva contra um suposto ataque iminente de Teerã. Como resposta imediata, o Irã lançou drones contra missões diplomáticas dos EUA na Arábia Saudita e no Kuwait, forçando o fechamento de embaixadas e a evacuação de funcionários em toda a região.
O impacto econômico foi imediato e severo. O preço do petróleo bruto subiu 5%, enquanto o gás natural na Europa registrou uma alta de 40%. No varejo americano, o galão da gasolina atingiu US$ 3,11, pressionando a inflação e gerando preocupação política para o governo Trump. O Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do suprimento mundial de energia, está virtualmente bloqueado, levando o Catar a interromper sua produção de Gás Natural Liquefeito (GNL). O custo do frete para petroleiros atingiu o recorde histórico de US$ 400 mil por dia.
Alvos Estratégicos e Crise Humanitária
A ofensiva militar focou na decapitação da liderança iraniana e na destruição de infraestrutura crítica. Fontes indicam que o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, teria morrido nos primeiros ataques de sábado. Nesta terça, bombas atingiram a emissora estatal IRIB, o aeroporto de Mehrabad e o centro de desenvolvimento nuclear subterrâneo de Minzadehei. Em Qom, o prédio da Assembleia de Especialistas foi destruído. Teerã transformou-se em uma “cidade fantasma”, com relatos de civis refugiados em porões em meio a fumaça e sangue.
Expansão para o Líbano
A guerra não se limita às fronteiras iranianas. No Líbano, o Hezbollah disparou contra o norte de Israel, que reagiu com ataques aéreos e reforço de tropas terrestres na fronteira sul. Beirute foi coberta por fumaça negra, com dezenas de mortes reportadas. Enquanto Israel afirma explicitamente que o objetivo é derrubar o regime clerical iraniano, Washington sustenta que a meta é apenas neutralizar a capacidade militar externa do Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que os EUA já monitoravam o plano de guerra israelense e agiram em coordenação para mitigar a força de projeção de Teerã.











































