O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 2, que a ofensiva militar contra o Irã continuará até que as capacidades nucleares e o programa de mísseis balísticos de Teerã sejam completamente neutralizados. Em pronunciamento na Casa Branca, o republicano afirmou que a decisão de atacar foi tomada diante de uma “ameaça iminente”, embora não tenha apresentado provas detalhadas. A operação, que já resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e na destruição de navios da marinha iraniana, atingiu mais de mil alvos estratégicos desde o último sábado.
Trump destacou que a campanha militar está adiantada em relação ao cronograma original, mas demonstrou flexibilidade quanto à duração do conflito. Inicialmente projetada para durar entre quatro e cinco semanas, o presidente ressaltou que as forças norte-americanas possuem capacidade para prolongar as ações caso os objetivos não sejam atingidos no prazo previsto. Segundo ele, um Irã armado com ogivas nucleares e mísseis de longo alcance representa uma ameaça intolerável não apenas para o Oriente Médio, mas diretamente para a segurança do povo americano.
Apesar do tom de confiança do presidente, relatórios de inteligência citados por agências internacionais divergem sobre a capacidade real do Irã de atingir o território dos Estados Unidos com mísseis balísticos no curto prazo. Trump, contudo, reiterou que dez embarcações iranianas já foram enviadas ao “fundo do mar” e que as operações de combate em larga escala seguem em curso. O objetivo central, segundo o mandatário, inclui ainda o fim do apoio iraniano a grupos militantes na região e o aniquilamento total da infraestrutura naval do país persa.
O presidente também prestou homenagem aos quatro militares norte-americanos mortos em combate até o momento. Trump afirmou que a memória dos soldados impulsiona a missão com “determinação feroz” para esmagar o que classificou como um “regime terrorista”. Enquanto Washington sinaliza a manutenção da força militar, o cenário global permanece em alerta para as consequências humanitárias e econômicas de um conflito que, segundo a própria Casa Branca, pode se estender para além do planejado originalmente.









































